O crescimento do senador Flávio Bolsonaro (PL) na pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (5 de agosto de 2026) foi impulsionado por dois fatores principais, segundo o cientista político Felipe Nunes, CEO da Quaest: a reconciliação com a madrasta Michelle Bolsonaro e a reação do eleitorado à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que impediu Flávio de visitar o pai, Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar.

DIREITA SE REORGANIZA

“Minha leitura é que a direita se reorganiza e o eleitor antipetista voltou a considerar Flávio”, afirmou Nunes. No segundo turno, Flávio sobe de 74% para 81% na direita não bolsonarista e de 91% para 95% entre bolsonaristas.

Na pesquisa, Lula tem 39% das intenções de voto no primeiro turno e Flávio, 30%. Em relação a julho, o petista perdeu um ponto e o senador ganhou dois. No segundo turno, Lula caiu de 45% para 44% e Flávio subiu de 37% para 39%. A margem de erro é de dois pontos percentuais. Foram ouvidos 2.004 eleitores entre 31 de julho e 3 de agosto.

PAZES COM MICHELLE E DECISÃO DO STF

O pedido de desculpas e as pazes entre Flávio e Michelle, que reclamou publicamente de ter sido “humilhada e desrespeitada”, foram avaliados como positivos por 59% dos entrevistados. O percentual chega a 88% na direita não bolsonarista e a 90% entre bolsonaristas.

Aumentou também a percepção de que o apoio de Michelle eleva as chances de vitória de Flávio: de 38% em julho para 46% agora. Entre bolsonaristas, o índice salta de 45% para 79%; na outra direita, de 53% para 70%.

Nunes aponta ainda a reação à decisão do STF que proibiu Flávio de visitar o pai. Para 52%, a medida foi errada; 41% a consideram correta. A avaliação de exagero chega a 83% na direita não bolsonarista, 92% entre bolsonaristas e 50% entre independentes.