A lobista Roberta Luchsinger teria reagido com forte indignação depois de ser chamada de “pilantra” pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante entrevista à TV Globo. Segundo relato repercutido pelo jornalista Cláudio Humberto e por publicações sobre os bastidores do episódio, pessoas próximas afirmam que Roberta ficou irritada e haveria temor de que ela resolvesse falar publicamente sobre sua relação com integrantes do entorno presidencial. Lula usou a expressão ao responder sobre mensagens envolvendo Roberta e seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e também afirmou que ela nunca esteve próxima dele.

A fala ganhou repercussão porque existem diversos registros fotográficos de Roberta ao lado de Lula entre 2018 e 2023. Após a entrevista, a campanha do presidente argumentou que fotografias não comprovam relação de proximidade e que Lula é abordado por inúmeras pessoas para registros. Roberta já reconheceu ter procurado integrantes do governo para defender interesses privados, embora negue irregularidades. Ela aparece em investigações da Polícia Federal relacionadas a suspeitas de lobby e possível intermediação de negócios, fatos que permanecem sob apuração e não representam condenação.

A eventual disposição de Roberta para conceder entrevistas ou apresentar novas informações pode ganhar relevância política e jurídica caso venha acompanhada de documentos, mensagens ou outros elementos verificáveis. Até o momento, porém, não há declaração pública da própria Roberta confirmando que “contará tudo”, nem é possível antecipar o conteúdo ou a veracidade de informações que eventualmente apresente. Assim, a afirmação deve ser tratada como relato de bastidores atribuído a pessoas próximas, enquanto as suspeitas investigadas pela PF continuam sujeitas à comprovação e ao devido processo legal.