A tentativa brasileira de reverter ou amenizar as tarifas anunciadas pelos Estados Unidos enfrenta cenário considerado difícil. Durante o programa *Veja em Foco*, o editor de política da revista *Veja*, José Benedito, avaliou que, além de aspectos comerciais, fatores políticos pesam decisivamente nas tratativas.

Segundo o jornalista, o presidente Donald Trump vê na política de tarifas uma forma de fortalecer a indústria americana, reduzir dependência de importações e atender a objetivos eleitorais. Isso torna menos provável um recuo da Casa Branca, mesmo após audiências públicas e manifestações de empresas e especialistas.

FALTA DE CANAL DIRETO ENTRE LULA E TRUMP

Outro obstáculo destacado é a ausência de interlocução política de alto nível entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump. Embora diplomatas e setor produtivo mantenham contatos técnicos, falta canal direto capaz de destravar as negociações.

BRASIL DEVE SE CONCENTRAR EM MITIGAR IMPACTOS

Diante do quadro, a avaliação é de que o Brasil deverá priorizar ações para reduzir os danos das medidas, uma vez que a aplicação das tarifas (de 25% e possível adicional de 12,5%) é vista como desfecho difícil de evitar. Flávio Bolsonaro participa de audiência pública nos EUA nesta semana na tentativa de influenciar o debate.