Uma reunião que deveria tratar de segurança pública terminou com voz de prisão dentro da Câmara Municipal de São Paulo. A vereadora Amanda Vettorazzo (União Brasil), coordenadora da campanha presidencial de Renan Santos, afirmou ter gravado um homem oferecendo R$ 200 mil como adiantamento para que ela ajudasse uma empresa a avançar em um contrato de câmeras corporais para a Guarda Civil Metropolitana. Segundo o relato registrado na Polícia Civil, a proposta ainda envolveria uma comissão que poderia alcançar R$ 6 milhões.

Amanda acionou a Guarda Civil, e o homem foi levado ao 1º Distrito Policial da Sé. O caso foi registrado como suspeita de corrupção ativa e ainda depende de investigação, análise da gravação e contraditório; a voz de prisão não equivale a condenação. O episódio, porém, coloca a campanha de Renan Santos sob os holofotes por uma razão incomum: sua coordenadora afirma ter transformado uma possível tentativa de compra de influência em prova para a polícia, em vez de negociar nos bastidores.