A Alemanha entrou na lista de países que reforçaram o alerta de segurança para o Brasil na reta final da eleição. O governo alemão atualizou a orientação na quinta (1º) para mencionar o pleito e afirmou que manifestações políticas, protestos espontâneos e eventuais distúrbios violentos podem ocorrer no período eleitoral, com a recomendação de ficar longe de grandes aglomerações. O É o Mundo descreveu o aviso como advertência também para bloqueios e confrontos, e pediu distância de atos.

O movimento não é só de Berlim. O Reino Unido tinha atualizado o alerta em 29 de setembro para incluir as eleições e possíveis manifestações. Na mesma quinta, a embaixada do Japão publicou um comunicado específico e disse que, até aquele momento, nenhuma ameaça concreta estava confirmada, mas recomendou evitar ato político e lugar muito cheio. Na sexta (2), o Canadá incorporou o alerta americano e advertiu para manifestações e reforço de segurança antes, durante e depois do voto. No mesmo dia, Estados Unidos e Austrália suspenderam o atendimento presencial. A Polícia Federal recebeu de agências estrangeiras a informação de um suposto plano contra instalações diplomáticas americanas, fez buscas em São Paulo e no entorno de Brasília e não encontrou elemento que confirmasse o risco. A investigação continua.

Duas semanas antes, em 22 de setembro, a embaixadora da Alemanha, Patricia Flor, tinha dito em Brasília que queria testemunhar o direito do povo brasileiro de escolher o presidente e que esse direito deveria ser respeitado por todas as nações, porque democracias precisam resistir a influência externa ilegítima. O aviso de quinta é o outro recado do mesmo país, agora para o próprio cidadão alemão: no fim de semana da eleição, a orientação é não se misturar com aglomeração. O primeiro turno é domingo (4).