Um vídeo que circula nas redes sociais questiona se Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) seria reeleito à presidência do Senado “numa canetada”. O senador ainda não foi reeleito. A eleição para a Mesa Diretora está marcada para 1º de fevereiro de 2027, quando os novos senadores tomam posse. Para vencer, são necessários 41 votos dos 81 da Casa, em votação secreta.

Alcolumbre tem dito a interlocutores que calcula ter pelo menos 48 votos. A conta inclui apoio formal de União Brasil, PP, MDB, PSD e PT, além de possíveis dissidências. Após a reeleição de Lula, o presidente do Senado acelerou pautas de interesse do governo, como a PEC do fim da escala 6x1, e fez acenos ao Planalto. A Federação União Progressista (União + PP) já declarou apoio público à sua recondução.

Do outro lado, o PL, que terá a maior bancada (cerca de 29 senadores), articula a candidatura de Rogério Marinho (PL-RN). Nomes como Tereza Cristina (PP-MS) também são citados na oposição. Senadores da direita criticam Alcolumbre por não pautar pedidos de impeachment de ministros do STF, especialmente Alexandre de Moraes, e por sua aproximação com o governo Lula.

Alcolumbre sofreu derrotas políticas no Amapá nas eleições de 2026, com a vitória de adversários no governo e no Senado. Mesmo assim, aliados projetam que, com o Centrão e a base governista, ele alcança a maioria. A disputa será decidida em fevereiro, sem “canetada” formal — apenas articulações de votos e costuras políticas que o presidente do Senado conduz há semanas.