ALIADO DE TRUMP MONITORA DECISÃO DE ALEXANDRE DE MORAES
Martim De Luca, ligado ao ex-presidente dos EUA, aponta "insubsistência lógica" em decisão do STF; restrições de 90 dias são vistas como isolamento político forçado.
A decisão do ministro Alexandre de Moraes de conceder prisão domiciliar a Jair Bolsonaro não convenceu observadores internacionais. Martim De Luca, advogado ligado ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou a medida como uma "contradição lógica" e questionou a real motivação do magistrado brasileiro. Em entrevista ao Metrópoles nesta quarta-feira (25 de março de 2026), De Luca afirmou que a narrativa de "prisão humanitária" utilizada pelo STF não se sustenta diante dos próprios argumentos apresentados na sentença.
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A ARMADILHA DA LÓGICA JURÍDICA
O advogado de Trump destacou um ponto crucial: Moraes afirmou em sua decisão que o sistema prisional vinha garantindo todo o atendimento médico necessário a Bolsonaro. "Se o sistema garantia o atendimento, por que autorizar a saída para casa?", questionou De Luca, apontando que a decisão é insubsistente. Além disso, o jurista internacional estranhou o fato de Moraes ter citado riscos de fuga e descumprimento de medidas cautelares para, logo em seguida, permitir que o ex-presidente fosse para sua residência, o que revela uma falta de coerência técnica no despacho.

ISOLAMENTO POLÍTICO SOB O MANTO DA SAÚDE
A decisão impõe um "cerco" de 90 dias a Bolsonaro, período em que ele estará proibido de receber visitas de qualquer aliado político, ficando restrito apenas a familiares, médicos e advogados. Mais do que isso, Moraes proibiu qualquer tipo de manifestação nas proximidades da residência do ex-presidente, sob pena de retorno imediato ao regime fechado. Para De Luca, esse conjunto de regras sugere que a medida visa mais o controle da influência de Bolsonaro no "novo cenário político do país" do que propriamente o cuidado com sua recuperação da broncopneumonia.

IMPACTO INTERNACIONAL E ELEITORAL
A repercussão nos EUA mostra que o mundo está de olho no que ocorre em Brasília. O isolamento de Bolsonaro ocorre justamente no fechamento de ciclos políticos importantes para as eleições de outubro, o que reforça a tese de uma "interdição política" disfarçada de benefício de saúde. Bolsonaro deve seguir para casa assim que receber alta hospitalar, mas carregando consigo um conjunto de mordaças que o impedem de exercer sua liderança sobre a direita brasileira.
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ANÁLISE DO EDITORIAL CENTRAL
Para o Editorial Central, a análise de Martim De Luca é cirúrgica: Alexandre de Moraes criou um híbrido jurídico que não existe em lugar nenhum do mundo civilizado. É uma "prisão domiciliar com mordaça". O ministro "soltou" o corpo, mas sequestrou a voz do maior líder conservador do país. Se havia risco de fuga, a domiciliar é um erro; se o sistema prisional era eficiente, a saída é desnecessária. A única explicação que resta é a política: Moraes precisava tirar Bolsonaro da cadeia para evitar que ele morresse sob sua responsabilidade (o que causaria uma revolta popular), mas não podia permitir que ele fizesse política. A direita liberal e conservadora deve denunciar essa manobra internacionalmente. O Brasil de 2026 vive sob um regime onde a saúde é usada como pretexto para a cassação branca de direitos políticos.
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