ALERTA DE MORO: "HAVIA RISCO DE ALGO TRÁGICO ACONTECER COM BOLSONARO NA PRISÃO"
Em entrevista exclusiva, senador Sergio Moro classifica decisão de Moraes como "correta, mas tardia" e denuncia insegurança jurídica e desrespeito ao Legislativo.
O cenário político brasileiro foi sacudido por declarações contundentes do senador Sergio Moro (União-PR) logo após a concessão da prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Em entrevista à CNN Brasil nesta terça-feira (24 de março de 2026), o ex-juiz da Lava Jato não poupou críticas à demora do Supremo Tribunal Federal (STF) em agir, alertando que a integridade física de Bolsonaro estava sob ameaça real no regime fechado.
UMA DECISÃO "TARDIA" DIANTE DE RISCOS NOTÓRIOS
Para Moro, a transferência de Bolsonaro para o regime domiciliar não deve ser vista como um benefício político, mas como o estrito cumprimento da lei. O senador destacou que os problemas de saúde do ex-presidente, agravados pelas sequelas do atentado sofrido em 2018, são de conhecimento público. "O risco de acontecer algo trágico com o ex-presidente ali dentro da prisão era grande", afirmou Moro, enfatizando que a medida deveria ter sido tomada há muito mais tempo para evitar um desfecho fatal sob custódia do Estado.

INSEGURANÇA JURÍDICA E O "SILÊNCIO" DE MORAES
Moro também aproveitou a oportunidade para denunciar o que chama de "profunda insegurança jurídica" no país. O senador revelou que ele e diversos outros parlamentares tentaram visitar Bolsonaro na prisão, mas seus pedidos sequer foram analisados pelo gabinete do ministro Alexandre de Moraes. "Acho um absurdo e um desrespeito quando se pede autorização e o pedido nem é apreciado", desabafou, criticando a falta de interlocução entre os Poderes.
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O ENIGMA DA "DOMICILIAR TEMPORÁRIA"
Outro ponto de estranheza levantado pelo parlamentar foi o caráter "temporário" da decisão. Segundo Moro, a terminologia utilizada pelo STF é incomum na praxe jurídica. Embora qualquer prisão domiciliar possa ser revista conforme o estado de saúde do réu melhore, o senador defendeu que a concessão deveria ter sido definitiva, sem prejuízo de revisões futuras, para garantir a estabilidade do tratamento médico.

ANÁLISE DO EDITORIAL CENTRAL
Para o Editorial Central, as palavras de Sergio Moro ecoam o sentimento de milhões de brasileiros que enxergam no tratamento dispensado a Bolsonaro um requinte de crueldade política. Quando um ex-juiz federal e atual senador alerta para o risco de uma "tragédia" na prisão, ele está apontando para o abismo institucional em que o Brasil mergulhou. A manutenção de um líder político com saúde debilitada em uma cela comum não é justiça, é vingança. A direita liberal e conservadora deve permanecer em alerta máximo: a domiciliar é apenas o primeiro passo para corrigir as injustiças de um processo eivado de vícios. O "silêncio" de Moraes diante dos pedidos de visita dos senadores é a prova de que o devido processo legal tornou-se um privilégio de poucos, e não um direito de todos.
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