O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, anunciou uma aliança estratégica com o FBI dos Estados Unidos e a Europol para recuperar a segurança na fronteira com a Venezuela. Segundo informações divulgadas pelo canal TV Cúcuta e confirmadas por veículos colombianos, a parceria inclui também a DEA e a Ameripol, com foco em inteligência para identificar organizações criminosas transnacionais.

A operação prioriza os departamentos de Norte de Santander, La Guajira e Arauca, onde grupos armados como o ELN e dissidências das antigas FARC usam caminhos irregulares, conhecidos como trochas, para o tráfico de drogas, contrabando, sequestros e lavagem de dinheiro. As autoridades pretendem reforçar o controle desses pontos e executar circulares de captura da Interpol.

A medida se integra à campanha militar e policial Esparta e ao Bloque Operacional de Segurança Urbana em Cúcuta. Dias antes, De la Espriella havia ordenado a militarização temporária da cidade após o assassinato de um ex-secretário de governo e um atentado com carro-bomba perto do pontilhado internacional Francisco de Paula Santander.

O governo colombiano busca golpear as finanças do narcotráfico e neutralizar a presença de drones de origem iraniana que, segundo relatórios oficiais, teriam entrado pelo território venezuelano. A cooperação internacional surge após anos de problemas de ordem pública na região, com as forças de segurança agora recebendo apoio de agências estrangeiras para ações de inteligência e capacitação.

De la Espriella tem enfatizado a necessidade de acabar com o que chama de “anarquia” na fronteira e garantir a soberania e a proteção da população local. A estratégia combina presença militar reforçada nas zonas rurais do Catatumbo com coordenação institucional nas áreas urbanas de Cúcuta.