VENEZUELA DE DELCY RODRÍGUEZ DESCARTA APOIO A IVÁN CEPEDA E REFLETE EFEITO TRUMP CONTRA A ESQUERDA NA COLÔMBIA
Governo interino venezuelano, em sintonia com a administração Trump, nega apoio econômico ou político ao candidato petrista Iván Cepeda. Abelardo de la Espriella, favorito na segunda volta, consolida avanço da direita na região. Lula evita declaração pública de apoio explícito ao sucessor.
O governo de Delcy Rodríguez, na Venezuela, descartou qualquer apoio econômico ou político ao candidato de esquerda Iván Cepeda (Pacto Histórico) na segunda volta presidencial colombiana deste domingo (21). A informação, obtida com exclusividade pela UHN Plus, demonstra o realinhamento venezuelano em sintonia com a administração Trump e o enfraquecimento da rede de esquerda regional.
EFEITO TRUMP CONTRA A ESQUERDA LATINO-AMERICANA
A decisão venezuelana reflete o impacto direto da pressão americana contra regimes e candidatos alinhados ao Foro de São Paulo. Com Trump de volta à Casa Branca, a Venezuela — historicamente “caixa” financeira da esquerda — prioriza sobrevivência e evita confrontos desnecessários. Abelardo de la Espriella, candidato de direita com apoio explícito dos EUA, lidera as pesquisas e representa o giro conservador na Colômbia após o fracasso do petrismo de Gustavo Petro. O “efeito Trump” acelera o isolamento de candidatos radicais de esquerda na região.
POSIÇÃO DE LULA
O presidente Lula evitou declarações públicas explícitas de apoio a Iván Cepeda durante a campanha. Não há registro de endosso formal ou manifesto petista oficial em favor do candidato do Pacto Histórico. A discrição contrasta com o histórico de interferência regional do PT e sinaliza cautela diante do favoritismo de De la Espriella e do desgaste do modelo petrista na Colômbia.
CONTEXTO DA ELEIÇÃO COLOMBIANA
Cepeda representa a continuidade das políticas de Petro, criticadas por insegurança, economia estagnada e diálogo com guerrilhas como o ELN. De la Espriella promete mão dura, segurança e alinhamento com valores conservadores e liberais econômicos. A recusa venezuelana de apoio reforça o isolamento da esquerda e fortalece o momentum da direita.
ANÁLISE EDITORIAL
O episódio comprova o enfraquecimento do eixo de esquerda na América Latina. Com Trump exercendo influência real e governos como o da Venezuela priorizando pragmatismo, o petrismo colombiano enfrenta resistência interna e externa. A direita, com discurso de ordem, liberdade e soberania, ganha terreno ao expor os fracassos do socialismo do século XXI.

