A Folha e a revista piauí revelaram que o senador Flávio Bolsonaro (PL) voltou da Flórida a Brasília em 19 de janeiro de 2025 no Legacy 650 PP-NLR, o mesmo jato do qual Alexandre de Moraes e Viviane Barci desembarcaram meses depois, segundo a Folha. Na linha da defesa, o advogado Willer Tomaz — cotista da Fraction 024 e a bordo do voo — afirmou em nota à piauí que oferecia lugares vagos a amigos no mesmo destino, sem cobrança e sem contrapartida.

Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master

Tomaz disse ainda que só em abril de 2026 soube que Daniel Vorcaro, via Prime You, teria comprado uma cota do avião; a partir daí rompeu o contrato e passou a litigar com a empresa. Declarou não conhecer Vorcaro nem ter feito negócios com ele. No mesmo dia da explosão da reportagem, a campanha de Flávio pediu ao ministro André Mendonça, do STF, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seja investigado sob suspeita de ter atuado em favor do ex-banqueiro — a Presidência nega presentes ou recados.

Ministro Alexandre de Moraes, do STF

Para a direita, o ataque tenta reverter o escândalo Master contra Flávio enquanto o mesmo jato serviu Moraes: a campanha responde com carona documentada, ruptura contratual do cotista e o contra-ataque jurídico que cobra simetria — investigar Lula e o eixo Vorcaro–STF, não apenas o presidenciável bolsonarista.

Ministro André Mendonça, do STF