Flávio Bolsonaro liderava nesta quinta-feira (24) com 56,5% de probabilidade implícita de vencer a eleição presidencial de 2026 no mercado da Polymarket, contra 42,5% de Luiz Inácio Lula da Silva, segundo dados da plataforma. O contrato da disputa brasileira somava cerca de US$ 154,5 milhões em volume negociado. As cotações mudam em tempo real conforme traders compram e vendem contratos; não são pesquisa eleitoral registrada no TSE.

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva

Em 30 dias, segundo o histórico público de preços da Polymarket, Flávio saltou de 33% em 24 de agosto para 56,5% em 24 de setembro — alta de 23,5 pontos percentuais — enquanto Lula caiu de 62,5% para 42,5% (menos 20 pontos). O pico do senador no período foi 61,3% em 21 de setembro, quando Lula marcou mínima de 37,5%. Em 14 dias, Flávio avançou de 46,4% (10/9) para 56,5%. Sobre o site no Brasil: a Secretaria de Prêmios e Apostas determinou o bloqueio em 24 de abril de 2026, com notificação da Anatel às operadoras, por entender que mercados de previsão operam como bets sem autorização; a Resolução 5.298 do CMN reforçou a vedação. Segundo divulgado pelo Núcleo (3/9) e pela VEJA (18/9), a oferta permanece vedada — não há desbloqueio oficial — embora o acesso ainda funcione em alguns estados, e a empresa diga negociar eventual retorno legal só após as eleições.

Senador Flávio Bolsonaro

O mercado internacional precifica o que pesquisas oficiais ainda tratam com cautela: a virada bolsonarista já está no preço. Enquanto Brasília insiste no bloqueio e no discurso de “mercado irregular”, o sinal global aponta Flávio na frente e Lula em queda livre de duas dezenas de pontos em um mês — evidência de que o eleitorado de direita, mesmo com a plataforma no alvo da Fazenda, continua a mover o termômetro que o Planalto gostaria de apagar.

Palácio do Planalto