Uma ala do Supremo Tribunal Federal avalia que o presidente Edson Fachin promoverá a retirada gradual do sigilo do Inquérito das Fake News (4.781), segundo a Revista Oeste. O procedimento está sob Fachin depois que ele afastou Alexandre de Moraes da relatoria; a Corte teme o impacto de jogar de uma vez no domínio público o acervo acumulado desde 2019.

Ministro Alexandre de Moraes, do STF

A Oeste apurou que a aposta na abertura progressiva se apoia nos movimentos do presidente na crise: reduzir sigilo quando juridicamente possível, sem liberação indiscriminada. No caso Master, Fachin pediu a André Mendonça a suspensão do segredo da Petição 15.556 e, no dia seguinte, o STF liberou mais de 25 gigabytes — cerca de 4 mil arquivos —, modelo que parte dos ministros espera ver repetido no inquérito das milícias digitais.

Ministro André Mendonça, do STF

Para a direita, o medo da “hecatombe” dentro do próprio STF confirma que o sigilo protegeu anos de excessos: se Fachin abrir mesmo aos poucos, cada pasta publicada pode virar prova de perseguição seletiva — e reforça a cobrança de Rogério Marinho e aliados por transparência igual à do Master.

Ministro Edson Fachin