O pré-candidato à Presidência pelo Partido Novo, Romeu Zema, abriu uma crise desnecessária no campo da direita nesta segunda-feira (25) ao desferir ataques diretos contra o senador Flávio Bolsonaro. Durante um evento da Câmara Americana de Comércio (Amcham Brasil), o governador de Minas Gerais utilizou dados de uma recente pesquisa do Datafolha para argumentar que a postulação do parlamentar do PL significaria entregar a eleição de 2026 para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A declaração caiu como uma bomba no cenário político e gerou uma onda imediata de rejeição entre parlamentares e militantes alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que enxergaram na fala uma tentativa oportunista de desgastar o principal grupo de oposição ao atual governo federal.

A UTILIZAÇÃO DO DATAFOLHA COMO ARMA POLÍTICA

O principal ponto de indignação do eleitorado conservador foi o fato de Zema chancelar publicamente os números do Datafolha, um instituto historicamente questionado pela direita devido aos seus seguidos erros em pleitos anteriores. Em 2022, o mesmo instituto apontava uma liderança folgada da esquerda que nunca se confirmou nas urnas no primeiro turno. Ao usar a pesquisa para isolar Flávio Bolsonaro e inflar a tese da terceira via, Zema repete a estratégia que fracassou no passado e que apenas serve para dar munição aos portais de esquerda.

O ERRO DA DIVISÃO E A MEMÓRIA DE 2022

Lideranças bolsonaristas reagiram lembrando que a divisão da direita é o cenário ideal para o Palácio do Planalto. Em vez de focar as críticas na gestão econômica atual, na inflação e no avanço do ativismo judicial, o pré-candidato do Novo preferiu mirar as armas contra um aliado natural na luta contra o PT. Críticos apontam que a atitude de Zema demonstra falta de pragmatismo político, ignorando que o eleitorado conservador exige unidade e lealdade para derrotar a esquerda nas urnas em 2026.

O QUE O ELEITOR CONSERVADOR PRECISA ENTENDER

As acusações pesadas feitas pelo governador de Minas Gerais contra o senador e terceiros mostram que o Novo flerta novamente com o isolamento que quase extinguiu o partido em nível nacional. A militância de direita nas redes sociais já sinalizou que não aceitará ataques internos que desrespeitem o tamanho político do clã Bolsonaro, responsável pela maior mobilização popular da história do país. O nervo exposto da polêmica é claro: quem foca em destruir os aliados para tentar herdar votos comete o maior erro estratégico possível antes mesmo do início oficial da campanha.