WILKER LEÃO É PRESO NA UNB POR COBRIR A PAREDE COM TINTA
A Polícia Federal prendeu o candidato do Novo em flagrante no Instituto de Artes e a universidade chamou o rolo de depredação
Wilker Leão de Sá, candidato a deputado federal pelo Novo no Distrito Federal, número 3000, foi preso em flagrante pela Polícia Federal neste domingo (27) na Universidade de Brasília. O vídeo do Metrópoles mostra ele descendo do carro e passando tinta na parede externa do Instituto de Artes, com apoiadores. Quem estava no ato descreve as paredes já pichadas e o candidato cobrindo a marca. A UnB e o Metrópoles tratam o mesmo gesto como outra coisa: apagaram pinturas e depredaram patrimônio público. A reitoria repudiou “os atos de violência e depredação” e disse que o protocolo de segurança acabou na prisão. O ex-aluno da casa, expulso em setembro de 2025 depois de filmar aulas, voltou ao campus com um rolo e saiu algemado.
No vídeo, um homem pergunta se havia autorização. Wilker responde, na frase publicada pelo Metrópoles: “Bandeirinha LGBT aqui só vai sobrar a do seu celular.” O homem volta correndo para o carro. A universidade diz que, depois da saída do candidato, apoiadores seguiram no local. Uma pessoa que se apresentou como vítima mandou mensagem ao jornal: não teriam encostado no grupo, só gravado, e cerca de uma hora depois teriam levado soco na cabeça. O Metrópoles afirma que outro vídeo mostra ao menos cinco pessoas agredindo um estudante. A nota da UnB vai além do muro. Chama os métodos da “extrema-direita” de ilegais e covardes, “porque só se viabilizam na impossibilidade do debate qualificado”.
O flagrante do domingo não é por uma bomba e não é por uma invasão de sala. É por tinta na parede de uma universidade pública, no campus onde pichação política já virou paisagem. Em agosto, a própria UnB aparecia em vídeo com o muro escrito “Viva a Revolução Agrária”. Neste domingo, quem passou o rolo por cima foi preso em flagrante. A reitoria abriu apuração administrativa e jurídica. Wilker Leão, advogado de 30 anos, está na disputa de 4 de outubro. O Brasil que a nota da UnB descreve prende quem cobre a parede e assina um texto chamando o outro lado de covarde.

