Washington cobra medidas firmes contra PCC e CV e aponta o Brasil como hub do tráfico
A determinação de Trump ao Congresso americano classifica as facções como terroristas estrangeiras e pede resposta mais agressiva de Brasília
O governo dos Estados Unidos acusou o Brasil de falhar no combate ao Primeiro Comando da Capital e ao Comando Vermelho e cobrou “medidas firmes” contra as duas facções. A avaliação consta de determinação presidencial assinada por Donald Trump sobre países ligados ao trânsito ou à produção de drogas no ano fiscal de 2027, protocolada no Congresso americano na terça-feira (15) e publicada na quarta (16). O R7 reproduziu o trecho em que Washington afirma que PCC e CV transformaram o Brasil em centro relevante dos fluxos internacionais de substâncias ilícitas e já trata as organizações como terroristas estrangeiras.
O documento não discute a sessão do Supremo nem o caso Master. Fala de fronteira, porto e facção. Enquanto o Planalto monta a viagem de Lula à ONU e o Itamaraty avalia foto com o prefeito socialista de Nova York, o papel que chegou ao Capitolio descreve o país como peça da rota — não como espectador. A classificação de terrorismo estrangeiro abre, do lado americano, outro degrau de cooperação policial e, se Brasília ignorar o recado, de restrição. Até aqui o governo brasileiro não apresentou, com o mesmo peso formal, um calendário de operação contra as duas facções nomeadas no texto.
A Casa Branca escreveu o diagnóstico e enviou ao Congresso. Cabe ao Palácio dizer se responde com polícia ou com nota de soberania. PCC e CV já não são, na leitura de Trump, problema interno que se resolve em coletiva. São o motivo pelo qual o Brasil entrou na lista do ano fiscal de 2027. A determinação está protocolada. As medidas firmes, ainda não.

