O vereador Marcio Colombo utilizou suas redes sociais para escancarar o abismo que separa a direita brasileira da esquerda nacional no combate ao crime organizado. A crítica surge em um momento em que a comunidade internacional começa a tratar facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) com a severidade que a segurança pública exige. Em 28 de outubro de 2025, a Argentina tomou a decisão estratégica de classificar formalmente o PCC e o CV como organizações terroristas. Mais recentemente, em 28 de maio de 2026, os Estados Unidos seguiram o mesmo caminho, oficializando a classificação dessas facções que há anos aterrorizam a sociedade brasileira.

O SILENCIO DE QUEM DEVERIA APOIAR

A postura da esquerda brasileira diante dessas movimentações internacionais expõe uma contradição flagrante. Enquanto a direita e defensores da ordem aplaudem medidas que isolam financeiramente e juridicamente esses criminosos, setores da esquerda mantêm um silêncio eloquente ou buscam subterfúgios técnicos para evitar o endurecimento contra o crime. O questionamento levantado pelo vereador é direto: a quem interessa manter essas facções em uma zona cinzenta jurídica? O combate ao crime organizado exige coragem política e, acima de tudo, a disposição para chamar os fatos pelo nome.

O QUE O BRASILEIRO PRECISA ENTENDER

O que está em jogo não é apenas uma definição jurídica, mas a seriedade com que o país encara a própria soberania e a segurança de seus cidadãos. Quando países como Argentina e Estados Unidos, ambos com histórico rigoroso de proteção às suas populações, reconhecem que facções criminosas brasileiras funcionam como grupos terroristas, eles validam o que a direita brasileira defende há muito tempo. A recusa sistemática de parte da classe política nacional em adotar medidas similares revela que a pauta ideológica continua, infelizmente, ocupando espaço acima do interesse público e da proteção da vida.