A tensão diplomática entre Brasil e Estados Unidos atingiu um novo patamar neste sábado, após Jason Miller, figura próxima ao ex-presidente americano Donald Trump, ironizar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas redes sociais. O comentário de Miller, que utilizou a expressão Chora mais, surge como uma resposta direta às críticas de Lula contra a recente decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas.

A REACAO DE LULA E A DEFENSA DA SOBERANIA

O mal-estar foi deflagrado após o presidente brasileiro acusar o senador Flávio Bolsonaro de articular com autoridades americanas a pressão pela medida, tratando o ato como uma interferência indevida em assuntos internos do Brasil. Lula afirmou que o governo brasileiro não aceitará interferências externas, posicionamento que gerou imediata reação de aliados de Trump e da oposição brasileira.

O ABISMO ENTRE GOVERNO E OPOSICAO

Enquanto o governo federal sustenta o discurso de que a classificação das facções é uma afronta à soberania nacional, a oposição enxerga a decisão americana como um passo essencial no combate ao crime organizado. Para os conservadores, o episódio escancara uma contradição: a resistência de parte do governo em tratar o terrorismo doméstico com a severidade exigida pela cooperação internacional.