VEREADOR CABO DEYVISON (PL) É BALEADO DURANTE LIVE EM MOSSORÓ; ASSESSOR MORRE EM ATENTADO A TIROS
Na noite de 15 de junho de 2026, o vereador Cabo Deyvison (PL) foi alvo de um ataque a tiros enquanto gravava transmissão ao vivo em frente à UPA do Alto de São Manoel, em Mossoró (RN). O parlamentar foi atingido nas pernas e o assessor Alyson Dyego de Oliveira Morais (Diego), que filmava, foi baleado na cabeça e morreu no local. Polícia investiga possível ligação com denúncias contra facções criminosas.
Na noite de segunda-feira (15 de junho de 2026), por volta das 22h, o vereador Cabo Deyvison (PL), de 37 anos, foi vítima de um atentado enquanto realizava uma live nas redes sociais em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Alto de São Manoel, em Mossoró, Rio Grande do Norte. O parlamentar, que fiscalizava problemas na unidade de saúde, foi baleado nas pernas. Seu assessor e cinegrafista, Alyson Dyego de Oliveira Morais (conhecido como Diego), de 37 anos, foi atingido na cabeça e não resistiu aos ferimentos, morrendo no local.
Os criminosos ocupantes de um veículo escuro (possivelmente um Corolla) efetuaram diversos disparos de armas de grosso calibre, inclusive fuzil. Um carregador de munição 5.56 foi encontrado no local. O vereador se refugiou dentro da UPA, recebeu atendimento inicial e foi transferido para o Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM). Seu estado de saúde é estável.
CONTEXTO E HISTÓRICO
Cabo Deyvison, policial militar de formação (com passagem pelo Ceará), cumpre o primeiro mandato como vereador, eleito em 2024 pelo MDB com 1.766 votos. Recentemente migrou para o PL, tornando-se pré-candidato a deputado federal, alinhado ao senador Rogério Marinho. Conhecido como líder da oposição na Câmara de Mossoró, ele se destaca por fiscalizações duras contra a gestão municipal, denúncias de superlotação em UPAs, irregularidades na saúde e, especialmente, contra a atuação de facções criminosas na cidade. Em março de 2026, já havia sofrido outro incidente a tiros ao apagar pichações de facção (Comando Vermelho) em uma escola. Ele costumava usar colete à prova de balas, mas não o portava no momento do atentado.
PERSONAGENS E ENVOLVIDOS
- Cabo Deyvison (Deyvison Thales Martins do Nascimento): Vereador (PL), alvo principal do ataque, opositor ferrenho à gestão municipal e a facções.
- Alyson Dyego de Oliveira Morais (Diego): Assessor parlamentar e cinegrafista, responsável pela transmissão ao vivo. Morto no atentado.
- Polícia Civil e Militar: Investigam o caso. Delegado Renato Oliveira aponta características de crime de facção.
- Prefeitura de Mossoró: Emitiu nota de repúdio e solidariedade.
- Facções criminosas: Suspeitas principais, especialmente Comando Vermelho, devido ao histórico de denúncias do vereador.
REAÇÕES

Cabo Deyvison, ao ser transferido para o hospital, reagiu revoltado, gritando contra “terroristas” e apontando para inimigos ligados ao crime organizado. Sua equipe divulgou nota lamentando a morte do assessor (tratado como “um irmão”) e pedindo orações. O prefeito Marcos Medeiros repudiou o ataque e cobrou investigação rigorosa. O caso gerou grande comoção nas redes sociais, especialmente entre apoiadores da direita e bolsonaristas, que veem o atentado como retaliação à atuação firme do vereador contra o crime e a insegurança. A direita observa Cabo Deyvison como um combatente destemido contra o avanço do crime organizado e da má gestão local.
A imprensa local e nacional (G1, Tribuna do Norte, portais mossoroenses) destacou o fato como grave atentado contra a liberdade de expressão e o exercício do mandato parlamentar, com forte ênfase na violência em Mossoró. Omissões notáveis incluem pouca exploração inicial das denúncias prévias do vereador contra facções.
CONSEQUÊNCIAS
O atentado expõe a vulnerabilidade de agentes públicos que combatem o crime organizado e fiscalizam o poder público. Diretamente, resultou na morte de um assessor e ferimentos no vereador. Indiretamente, gera medo entre opositores, jornalistas e ativistas de segurança pública, podendo inibir denúncias. Politicamente, fortalece o discurso de endurecimento contra o crime e questiona a capacidade do Estado em proteger quem o desafia.
POSSÍVEIS DESDOBRAMENTOS
A investigação deve avançar com reforço policial. Há possibilidade de prisões, mas o histórico de violência em Mossoró sugere risco de escalada. O caso pode impulsionar a pré-candidatura de Cabo Deyvison a deputado federal, ampliando visibilidade nacional para temas como segurança pública e combate às facções. Bolsonaristas e conservadores devem usar o episódio para criticar o que veem como leniência com o crime organizado sob gestões de esquerda ou aliadas.

