Integrantes da cúpula do Exército estão revoltados com o que chamam de “omissão” do Supremo Tribunal Federal ao avaliar provas da Polícia Federal contra o ministro Alexandre de Moraes, segundo divulgado pela Veja em 19/09/2026 na coluna Radar, de Robson Bonin. Interlocutores da caserna apontaram contrariedade com a falta de coerência da Corte ao resistir a investigar um de seus integrantes após as revelações ligadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e ao Banco Master.

Tropas em desfile militar, referência à reação na cúpula do Exército

Segundo a Veja, na terça-feira os ministros se reuniram para julgar se abririam investigação contra Moraes com base em provas colhidas no celular de Vorcaro, que revelariam possíveis atos de corrupção; o tribunal, contudo, não chegou ao mérito porque o ministro Flávio Dino pediu vista após tumulto processual no plenário. Na visão dos militares relatada pela revista, o mesmo rigor aplicado pelo STF contra oficiais envolvidos na trama golpista deveria valer agora sobre potenciais crimes de um integrante da própria Corte. Ninguém na caserna, segundo a Veja, pretende alimentar a crise com falas lidas como afronta institucional; um interlocutor do comando afirmou: “O STF que lute com sua desgraça”.

Ministro Alexandre de Moraes, citado nas provas da PF ligadas a VorcaroPlenário do STF, onde Flávio Dino pediu vista do caso

O relato da Veja não prova, por si só, ordem oficial do Exército contra o ministro, mas expõe a percepção de dois pesos e duas medidas entre toga e farda. Ao adiar a apuração das provas da PF sobre Moraes, o STF amplia a cobrança por coerência institucional e torna indispensável esclarecer se a Corte aplicará a si o mesmo rigor que impôs aos militares condenados na trama golpista.