TSE MANDA LULA, JANJA, JANONES E LINDBERGH APAGAR ATAQUES A FLÁVIO SEM PROVA
Mendonça e Nunes Marques viram corte de programa, aposentadoria aos 70 e fim do Farmácia Popular apresentados como fato
O Tribunal Superior Eleitoral mandou, na quinta-feira, 8, tirar do ar publicações de Lula, de Janja e dos deputados André Janones e Lindbergh Farias que atacavam Flávio Bolsonaro apresentando propostas que ele não fez como se fossem certas. André Mendonça deu três horas para Lula remover um vídeo em que dizia que Flávio cortaria R$ 200 bilhões e atingiria Pé-de-Meia, Farmácia Popular, Minha Casa, Minha Vida e Gás do Povo. O ministro escreveu que não é admissível apresentar o corte de programas específicos como proposta do candidato sem fundamento concreto. Outra peça de Lula, que ligava a vitória de Flávio à perda de benefícios, ao aumento da violência e ao favorecimento de milícias, foi classificada por Mendonça como narrativa alarmista sem respaldo factual mínimo. A multa, se republicar, é de R$ 10 mil.
No mesmo pacote, Mendonça mandou Janones e Lindbergh apagar cinco posts que atribuíam a Flávio aposentadoria só aos 70 anos, jornada de 12 horas sem descanso semanal e privatização da Petrobras. O prazo também é de três horas, com multa de R$ 10 mil para cada um. Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, deu 24 horas para Janja remover o vídeo em que ela dizia que Flávio acabaria com direitos das mulheres e com o Farmácia Popular e entregaria o País ao crime organizado. Para o ministro, aquilo não foi dito como opinião ou receio, e sim como consequência certa da eleição do adversário. As quatro decisões são liminares e ainda vão ao plenário.
A candidata Samantha Cavalca reagiu com a frase de que o pai, a mãe da mentira e companhia postaram e o TSE mandou apagar. O que a quinta-feira mostra é o tribunal reconhecendo que a campanha de Lula transformou suposição em fato. No mesmo noticiário, uma decisão diferente, de colegiado, mandou Flávio retirar três posts de maio, um deles com imagem de Lula feita por inteligência artificial e outros que o associavam ao PCC e ao Comando Vermelho. São casos distintos. O que saiu na quinta, a pedido do próprio Flávio, foi a ordem para o Palácio e os aliados apagarem o que apresentaram sem prova.

