TRUMP REVOGA O VISTO DE 27 NOMES NA BOLÍVIA, COLÔMBIA, EQUADOR E PERU
O pacote pega o procurador-geral boliviano Roger Mariaca, juízes e procuradores acusados de corrupção ou de ligação com o narcotráfico
O governo de Donald Trump revogou nesta segunda (28) o visto de 27 autoridades, ex-autoridades e familiares da Bolívia, da Colômbia, do Equador e do Peru. A lista, segundo a Associated Press, inclui o procurador-geral da Bolívia, Roger Mariaca, e mais de vinte procuradores e juízes bolivianos. Doze deles já tinham visto e perderam. Nove serão barrados se pedirem. Também entram dois colombianos, um empresário e um parlamentar, dois equatorianos e um juiz peruano. O Departamento de Estado disse que a medida cumpre o compromisso de defender o governo democrático no hemisfério contra a corrupção e o narcotráfico. E cravou: minar um governo eleito é ameaça à segurança e ao Estado de direito nas Américas e não será tolerado.
A ferramenta é a Lei de Imigração e Nacionalidade, dentro do Escudo das Américas, o bloco que Trump montou neste ano. No dia 22, um comunicado conjunto do Departamento de Estado reuniu Estados Unidos, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Paraguai, Peru e outros. O Brasil não assinou. A AP anotou que os quatro países atingidos hoje têm governos de direita alinhados a Trump, e que Marco Rubio visitou Colômbia, Equador e Peru neste mês. Esses governos reclamam que os nomes da lista atravancam o combate ao crime. A punição americana, neste caso, não caiu sobre o presidente aliado. Caiu sobre juiz, procurador e empresário acusados de segurar o aliado.
Não há brasileiro no pacote de hoje. Há o método. Visto cortado, família inclusa, lista curta, efeito no mesmo dia, sem esperar sentença no país de origem. O Escudo prometeu agir conforme apareça evidência nova. A primeira leva de vistos escolheu toga e Ministério Público. O Brasil ficou de fora da assinatura de 22 de setembro e de fora desta lista.

