FLÁVIO PEDE AO TSE A CASSAÇÃO DA CHAPA LULA-ALCKMIN E A INELEGIBILIDADE DE JANJA
A ação aponta o Ministério da Cultura e um ato em que Janja disse estar de militante e não de primeira-dama
Flávio Bolsonaro ajuizou nesta segunda (28) no TSE uma ação de investigação judicial eleitoral contra Lula, Geraldo Alckmin, Janja, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, o secretário-executivo Márcio Tavares e integrantes da cúpula da pasta. Pede a cassação da chapa Lula-Alckmin e a inelegibilidade de Janja. A petição tem 41 páginas. Sustenta que estrutura, dinheiro, servidores, canais oficiais e parcerias do ministério teriam sido usados na reeleição. A reportagem é de Heitor Mazzoco, na Veja. O governo não respondeu na nota publicada.
O episódio central é um ato virtual de 14 de setembro, o “Movimento Cultura com Lula”. Segundo a petição, estavam Margareth Menezes, Márcio Tavares e Janja. A primeira-dama teria dito: “Aqui eu estou de militante, não estou de primeira-dama.” E: “Temos 20 dias. É ir a campo, é conversar. É disputar o voto dos indecisos.” A ação ainda afirma que uma organização ligada ao Programa Nacional dos Comitês de Cultura recebeu mais de R$ 5,7 milhões da União e que, em maio, o ministério ampliou a parceria em R$ 1,024 milhão, com execução até fevereiro de 2027. Os autores ligam gente dessa estrutura à mobilização pró-Lula.
Faltam seis dias para 4 de outubro. A frase que a petição cola em Janja é de quem troca o cargo de primeira-dama pelo de cabo eleitoral, no ato de um ministério, com a ministra ao lado. O TSE é quem vai ler as 41 páginas. O pedido de Flávio é a cassação da chapa e a inelegibilidade de Janja. O número que ele quer tirar da urna é o da reeleição.

