TRUMP AUTORIZA OFENSIVA CIBERNÉTICA CONTRA ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS; PCC E CV PODEM SER ALVOS
Presidente dos EUA assinou memorando que permite a empresas privadas americanas realizar operações cibernéticas sob supervisão do governo. Facções brasileiras já classificadas como terroristas estão na mira.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (12) um memorando que abre caminho para empresas privadas americanas participarem de operações cibernéticas contra organizações criminosas transnacionais que atuam fora do país. A medida pode alcançar grupos brasileiros como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).
O QUE PERMITE O MEMORANDO
Pelo documento, companhias selecionadas e previamente aprovadas poderão realizar ações de vigilância e operações capazes de interromper, degradar ou até destruir sistemas e redes usados por grupos criminosos. As ações serão conduzidas sob supervisão e autoridade do governo americano. Segundo a Casa Branca, a medida busca ampliar o combate a crimes como fraudes, ransomware e ataques cibernéticos praticados contra cidadãos, empresas e interesses dos Estados Unidos.
“Essas organizações realizam campanhas cibernéticas contínuas para perpetrar fraudes que minam a prosperidade, a segurança e a liberdade americanas. [...] Assim, é política dos Estados Unidos utilizar todos os instrumentos do poder nacional, incluindo as capacidades inovadoras do setor privado, para combater o cibercrime”, afirma o documento.
PCC E CV NA MIRA
O PCC e o CV estão entre as organizações que podem, em tese, ser alcançadas pelo novo programa. O governo dos Estados Unidos classifica os dois grupos brasileiros como organizações criminosas transnacionais e, desde junho de 2026, como organizações terroristas estrangeiras. A designação foi formalizada pelo Departamento de Estado e abre caminho para sanções e ações mais rigorosas.
O CONTEXTO POLÍTICO
A decisão de Trump reforça a postura americana de enfrentamento direto às facções brasileiras, em contraste com a postura do governo Lula, que criticou a classificação de PCC e CV como terroristas. Para a direita e a base bolsonarista, o memorando representa um avanço concreto no combate ao crime organizado transnacional e uma demonstração de que os Estados Unidos estão dispostos a usar ferramentas ofensivas contra grupos que ameaçam a segurança internacional.
O programa ainda terá regras detalhadas nos próximos 60 dias e exigirá rigorosa supervisão governamental. A expectativa é que a medida aumente a pressão sobre as estruturas digitais e financeiras das facções criminosas que operam além das fronteiras brasileiras.

