O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (11) que as forças armadas americanas estão preparadas para lançar um ataque devastador contra o Irã caso o governo iraniano tente assassiná-lo. Em publicação na Truth Social, Trump declarou que “mil mísseis estão prontos para disparo” contra a República Islâmica e que “milhares” de outros poderiam ser lançados imediatamente em seguida.

POST DE TRUMP DETALHA RETALIAÇÃO MASSIVA

Na mensagem, o presidente americano escreveu que “ordens já foram emitidas” e que os militares dos EUA estão “prontos, dispostos e capazes” de “dizimar e destruir completamente todas as áreas do Irã” durante um período inicial de um ano, caso um atentado seja executado. O texto encerrou com a expressão “Louvado seja Allah”, referência religiosa incomum em suas declarações.

A publicação ocorreu poucos dias após o funeral do ex-líder supremo Ali Khamenei, morto em bombardeio americano-israelense em fevereiro deste ano. Durante as cerimônias em Teerã, grupos de apoiadores do regime entoaram palavras de ordem pedindo a morte de Donald Trump.

CONTEXTO DA MORTE DE ALI KHAMENEI E INÍCIO DA GUERRA

O episódio se insere em um cenário de guerra aberta entre Estados Unidos, Israel e Irã, iniciada em 28 de fevereiro de 2026 com ataques conjuntos que mataram o então líder supremo Ali Khamenei em seu complexo em Teerã. Fontes iranianas e ocidentais confirmaram a morte do aiatolá de 86 anos, que comandava o país desde 1989.

O conflito envolveu retaliações iranianas com mísseis e drones contra alvos na região, incluindo instalações americanas, e se estendeu por semanas até um cessar-fogo parcial mediado em junho. A tensão voltou a subir com ataques recentes no Estreito de Ormuz e relatos de descumprimento de acordos.

NOVO LÍDER SUPREMO IRANIANO E CHAMADOS À VINGANÇA

Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei,foi nomeado novo líder supremo em março de 2026 pela Assembleia de Experts. Ele tem permanecido fora de aparições públicas desde o início do conflito, comunicando-se por mensagens escritas. Fontes iranianas afirmam que ele sofreu ferimentos graves no ataque que matou seu pai e estaria em recuperação.

Em uma de suas mensagens, Mojtaba Khamenei defendeu abertamente a vingança: “A vingança pelo mártir do Irã é a exigência do nosso povo e, com toda a certeza, deve ser realizada. Esses criminosos, cuja lista completa do primeiro ao último está em nossas mãos, levarão para o túmulo o desejo de ter uma morte tranquila em sua própria cama.”

RELATÓRIO DO WALL STREET JOURNAL SOBRE PLANO DE ASSASSINATO

A troca de ameaças ganhou novo combustível após o jornal *Wall Street Journal* informar que Israel compartilhou com os Estados Unidos novas informações de inteligência indicando um suposto plano iraniano para assassinar Donald Trump. Autoridades americanas já haviam acusado anteriormente integrantes ligados ao regime de planejarem atentados contra o presidente — acusações que Teerã nega.

O histórico de hostilidade remonta a janeiro de 2020, quando Trump ordenou o ataque que matou o general Qassem Soleimani, comandante da Guarda Revolucionária. Desde então, líderes iranianos repetem que a morte será vingada.

DETERIORAÇÃO DAS NEGOCIAÇÕES E EXIGÊNCIAS DE TEERÃ

A tensão ocorre em momento de deterioração das negociações entre Washington e Teerã. Segundo fonte ligada à equipe negociadora iraniana ouvida pela agência Fars, o Irã não pretende retomar qualquer diálogo enquanto os Estados Unidos não cumprirem compromissos assumidos, incluindo a implementação de grupo internacional para a situação no Líbano, normalização da navegação no Estreito de Ormuz e restabelecimento das exportações de petróleo.

Analistas avaliam que o espaço para solução diplomática está cada vez mais estreito, com ambos os lados endurecendo o discurso e a continuação de conflito com impasses sendo dada como cenário provável.

REAÇÕES E IMPACTOS NO CENÁRIO INTERNACIONAL

A mensagem de Trump reforça a linha dura da administração americana contra ameaças existenciais vindas de Teerã. O regime iraniano, conhecido por seu histórico de apoio a grupos terroristas, desenvolvimento de mísseis balísticos e repressão interna, enfrenta agora uma advertência clara de retaliação esmagadora.

Para a direita conservadora e bolsonarista no Brasil e no mundo, a postura de Trump representa a defesa necessária da soberania e da segurança nacional contra um regime teocrático que não esconde seu desejo de eliminar adversários. Ameaças de assassinato contra um chefe de Estado em exercício não podem ser tratadas com complacência ou negociações fracas.

O episódio expõe mais uma vez a instabilidade gerada pelo expansionismo iraniano no Oriente Médio e a importância de respostas firmes para deter novas agressões.