DIREITA VENCE ELEIÇÕES NO PERU E DEIXA ESQUERDA DESESPERADA
Com 100% das urnas apuradas, Keiko Fujimori (direita) derrota candidato de esquerda Roberto Santisteban e assume presidência do Peru. Vitória representa avanço conservador na América do Sul e rejeição a agendas de esquerda.
Keiko Fujimori, candidata de direita, foi eleita presidenta do Peru. Com 100% das urnas apuradas no segundo turno realizado em 7 de junho, ela obteve 50,13% dos votos (9.223.396), contra 49,86% de Roberto Santisteban (9.137.755). O resultado ainda será oficializado pelo órgão eleitoral até sexta-feira.
KEIKO PROMETE UNIR O PAÍS
Após a vantagem se tornar irreversível, Keiko discursou como vencedora, prometendo unir o Peru e superar divisões. Filha do ex-presidente Alberto Fujimori, ela representa uma agenda mais liberal e de combate à corrupção, em contraste com o rival de esquerda.
ANÁLISE: AVANÇO DA DIREITA NA AMÉRICA DO SUL
Especialistas destacam que a vitória de Keiko se explica pela percepção de que governos de esquerda geram mais corrupção, corporativismo e intervenção estatal excessiva. No Peru, com forte desigualdade regional, a população optou por alternância e maior liberdade econômica. A direita moderna e institucional ganha espaço, enquanto agendas intervencionistas perdem força.
CRÍTICAS AO LEGADO DO PAI E PERSPECTIVAS
Alberto Fujimori estabilizou a economia nos anos 90, mas enfrentou acusações de autoritarismo e corrupção. Keiko terá desafio de governar com apoio no Congresso e implementar políticas que conciliem liberalismo econômico com necessidades sociais em regiões pobres. Analistas defendem que alternância ideológica é saudável para a democracia.
IMPACTO REGIONAL
A vitória reforça onda conservadora/liberal na América do Sul (como na Argentina com Milei), contrastando com desgaste de governos de esquerda. No Brasil, serve de alerta e motivação para a direita bolsonarista.

