Pesquisa Datafolha registrada no TSE (SP-01703/2026), realizada entre 1º e 3 de julho de 2026 com 1.608 eleitores em 71 municípios paulistas, mostra o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) liderando com folga a disputa pelo Palácio dos Bandeirantes. No primeiro turno, Tarcísio tem 46% das intenções de voto contra 30% de Fernando Haddad (PT). Outros candidatos da esquerda radical aparecem com percentuais baixos: Vera Lúcia (PSTU) 5%, Vivian Mendes (UP) 4% e Carlos Machado (PCB) 4%. Brancos, nulos ou nenhum somam 8%, e 3% não sabem.

VANTAGEM MANTIDA NO SEGUNDO TURNO

Em eventual segundo turno, Tarcísio amplia a liderança: 53% contra 37% de Haddad. Nos votos válidos (excluindo brancos e nulos), o governador alcança 52% no 1º turno, o que, em tese, poderia levar à vitória já na primeira rodada, embora a distância até outubro e a margem de erro de 2 pontos percentuais recomendem cautela.

DIVISÃO POR GÊNERO E PADRÃO NACIONAL

O desempenho de Tarcísio é especialmente forte entre homens (61,8% a 31,4% de Haddad no 2º turno). Entre mulheres, há empate técnico (44,7% x 43%), dentro da margem de erro. O cenário repete o padrão observado na disputa presidencial entre Flávio Bolsonaro e Lula, onde o candidato da direita domina entre o eleitorado masculino e enfrenta maior resistência entre o feminino. Esse desequilíbrio aponta o campo feminino como principal desafio para Tarcísio em uma eventual campanha mais acirrada.

ALTA APROVAÇÃO DA GESTÃO

A aprovação do governo Tarcísio chega a 63%, com 45% dos entrevistados avaliando a gestão como ótima ou boa. Apenas 20% consideram ruim ou péssima. Sobre as expectativas, 35% afirmam que o governador cumpriu o que esperavam e 13% que superou. Os principais problemas citados são segurança pública e saúde (27% cada), seguidos de educação (11%). Os números indicam que, apesar das críticas pontuais, a população paulista reconhece resultados concretos da atual administração.

CONTEXTO POLÍTICO

A pesquisa é a primeira do Datafolha com o cenário consolidado após desistências de outros nomes (como Kim Kataguiri e Paulo Serra), reforçando a polarização entre Tarcísio e Haddad. O bom desempenho do governador contrasta com a rejeição de 47% a Haddad (contra 29% a Tarcísio) e reflete o fortalecimento da direita em São Paulo, maior colégio eleitoral do país. Enquanto o PT tenta retomar o Estado com o ex-ministro da Fazenda de Lula, Tarcísio consolida imagem de gestor eficiente e alinhado a valores conservadores e liberais.