Após efetuarem os disparos contra o vereador Cabo Deyvison (PL) e seu assessor durante live em frente à UPA do Alto de São Manoel, os suspeitos do atentado em Mossoró abandonaram imediatamente o veículo utilizado na fuga e adentraram uma área de mata próxima ao local do crime. A ação ocorreu na noite de 15 de junho de 2026. A manobra dificultou o trabalho das equipes policiais que iniciaram diligências logo após os tiros.

FUGA DOS SUSPEITOS

De acordo com as primeiras informações da investigação, os criminosos ocupantes de um veículo escuro (possivelmente um Corolla) abriram fogo e, em seguida, descartaram o automóvel em local estratégico. Eles seguiram a pé por uma região de mata densa, o que favorece a ocultação e complica o rastreamento imediato por viaturas. Até o momento, não há confirmação de prisões relacionadas ao caso. A Polícia Civil e a Militar concentram esforços em varreduras na área de vegetação e análise do veículo abandonado, que pode conter evidências como impressões digitais, DNA ou objetos deixados para trás.

CONTEXTO E HISTÓRICO

O método de fuga reforça o perfil profissional do ataque, executado com frieza e planejamento prévio de rota de escape. Cabo Deyvison já havia sofrido outro incidente a tiros recentemente ao denunciar pichações de facções, o que levanta suspeitas sobre retaliação do crime organizado.

PERSONAGENS E ENVOLVIDOS

  • Cabo Deyvison (PL): Vereador baleado nas pernas, alvo principal.
  • Alyson Dyego (Diego): Assessor morto no local.
  • Suspeitos: Criminosos que fugiram por mata após abandonar veículo.
  • Polícia Civil e Militar do RN: Responsáveis pelas buscas e análise do carro abandonado.
  • DHPP (Divisão de Homicídios): Conduz a investigação principal.

REAÇÕES

A direita cobra agilidade nas investigações e criticam a sensação de impunidade gerada por fugas como essa, comuns em regiões dominadas por facções. O abandono do veículo e a entrada na mata são vistos como indício de que os executores tinham conhecimento prévio da área e possível apoio logístico.

CONSEQUÊNCIAS

A fuga por mata prolonga a incerteza sobre a identificação dos autores e aumenta o risco de que o crime fique sem punição rápida. Isso gera insegurança entre opositores políticos e reforça a percepção de fragilidade do Estado no combate ao crime organizado em Mossoró.

POSSÍVEIS DESDOBRAMENTOS

As autoridades devem realizar buscas intensivas na vegetação e perícia completa no veículo abandonado. Câmeras de segurança da região e depoimentos de testemunhas podem ajudar a traçar o trajeto dos fugitivos. O caso pode revelar conexões com facções como o Comando Vermelho, intensificando o debate sobre segurança pública no Rio Grande do Norte.