O sistema político brasileiro pode impedir a direita de eleger o próximo presidente do Senado. Davi Alcolumbre, do União Brasil do Amapá, já articula sua reeleição para o biênio 2027-2029, seja com Lula ou com Flávio no Planalto.

Após a vitória de Lula no segundo turno, Alcolumbre intensificou as conversas. União Brasil, PP, MDB e PSD declararam apoio. O PT deve seguir o mesmo caminho. Ele calcula ter os 41 votos necessários, mesmo com o PL liderando a bancada com cerca de 29 senadores.

O Partido Liberal, maior força da Casa, discute lançar Rogério Marinho, do Rio Grande do Norte, coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro. Tereza Cristina também aparece como nome. Mas a eleição é secreta. Acordos de gabinetes, cargos e indicação de Pacheco ao STF pesam mais que a vontade das bancadas.

Alcolumbre já rachou votos dentro do próprio PL em articulações anteriores. Com a reeleição de Lula, o Centrão se reacomodou e o isolamento da direita bolsonarista ficou mais difícil. A pergunta do programa Conversa Timeline resume o risco: o sistema vai deixar a direita comandar o Senado?

Sem unidade e sem voto aberto, a maior bancada pode não se traduzir em comando da Casa. O resultado define o ritmo de pautas como anistia, controle do STF e freios ao governo nos próximos dois anos.