SÍRIA SUSPEITA QUE PRIMOS DE ASSAD ESTEJAM ESCONDIDOS NO BRASIL
Novo governo de Damasco apura dois familiares do ditador deposto; Itamaraty diz que o tema não é da diplomacia brasileira
O novo governo da Síria suspeita que dois primos de Bashar al-Assad estejam no Brasil. A informação foi publicada pelo Metrópoles com base em fontes diplomáticas e de inteligência de Damasco. A pista teria surgido na COP30, em Belém, quando membros da comunidade síria no país falaram com a delegação do presidente Ahmed al-Sharaa. Até agora, não há confirmação oficial de que os dois estejam em território brasileiro.
Um dos nomes apontados é irmão de Wassim al-Assad, primo do ditador condenado à morte em 18 de agosto. O outro seria filho de Rifaat al-Assad, tio de Bashar e alvo de sanções na Europa. Bashar e o irmão Maher estão na Rússia. Outros dois primos, Atef Najib e Wassim, foram julgados na Síria. O Itamaraty, ouvido sob reserva, disse que o caso não é tema da diplomacia. A Polícia Federal não respondeu até a publicação da reportagem.
Na avaliação editorial, o episódio cobra uma resposta simples do Planalto: o Brasil é porto seguro de quem? Assad visitou Lula, recebeu condecoração e manteve embaixada no país até depois da queda. Suspeita não é prova. Mas governo nenhum pode tratar como detalhe a possibilidade de parentes de um ditador condenado por crimes de guerra estarem aqui, enquanto Damasco pede contas e Brasília muda de assunto.

