O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, anunciou neste sábado (29) a Operação Diamante. Segundo o governo, a Força Pública fez 15 ações simultâneas e 18 buscas em todo o país. O saldo oficial é de 111 presos, além de armas, granadas, veículos e mais de 260 aparelhos de comunicação. De la Espriella chamou o resultado de “golpe contundente” contra as máfias do sequestro e da extorsão.

O comunicado diz que 71 detidos respondem por extorsão e 25 por sequestro. Os alvos incluem células do Clan del Golfo, da Segunda Marquetalia, do ELN, dos Pachenca, dos Costeños e do Tren de Aragua. São prisões e acusações, não julgamento final. A ofensiva entra na linha dura do novo governo colombiano, que já vinha anunciando capturas de chefes e ataques a dissidentes das Farc.

Na avaliação editorial, Bogotá escolheu perseguir o crime. O Brasil, do outro lado da mesma floresta, ainda discute se 2 mil homens armados na fronteira são “denúncia” ou “alarme exagerado”. Sequestro e extorsão não respeitam mapa. Quando o vizinho prende 111 de uma vez e o Planalto trata fronteira como tema de gabinete, o recado para as facções é claro: o caminho mais frouxo fica no sul.