A campanha de Lula passou a buscar declarações de autoridades estrangeiras e de artistas para compensar a fila de políticos de centro-direita que fechou com Flávio Bolsonaro no segundo turno, segundo a coluna de Gustavo Uribe na CNN Brasil, publicada nesta sexta-feira, 9. A ideia, ainda não confirmada pelos citados, é mobilizar os atores Leonardo DiCaprio e Mark Ruffalo, o músico Roger Waters e líderes da esquerda internacional, entre eles o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, o senador americano Bernie Sanders e o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi. O objetivo declarado é mostrar que o presidente não desistiu e tentar virar o eleitor jovem, que no primeiro turno preferiu Flávio.

Do outro lado, Flávio já recebeu o apoio de Ronaldo Caiado e de Augusto Cury e o endosso formal de Republicanos, PP, União Brasil, Podemos e Novo. A campanha petista deve voltar aos palanques eletrônicos com vídeos de artistas e influenciadores defendendo a reeleição e criticando o adversário. Em setembro, na véspera da Assembleia da ONU, Lula já tinha se encontrado com Mamdani e com Sanders em Nova York, enquanto dizia a Donald Trump que os Estados Unidos não deviam interferir na eleição brasileira.

O movimento sai no mesmo fim de semana em que Benjamin Netanyahu ligou para Flávio, convidou o candidato a Israel e foi convidado ao Brasil. Lula, que acusou Israel de genocídio e foi declarado persona non grata por Netanyahu, agora avalia pedir palanque a artistas e políticos de fora justamente porque os partidos brasileiros que faltavam foram para o outro lado. O segundo turno é em 25 de outubro.