A histórica decisão do governo dos Estados Unidos de enquadrar as facções criminosas Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho como organizações terroristas promete provocar um verdadeiro terremoto financeiro e jurídico dentro do território brasileiro. O Departamento de Estado norte-americano confirmou que as penalidades coordenadas junto ao Departamento do Tesouro vão muito além dos líderes dos cartéis e atingirão diretamente indivíduos e instituições que mantêm transações ou vínculos com essas facções. Na prática, a medida coloca sob a mira imediata de Washington desde empresas situadas na Faria Lima, o coração econômico do país, até figuras públicas de grande alcance, como a influenciadora e advogada Deolane Bezerra, ambos alvos de investigações recentes por suposto envolvimento com a facção paulista.

O IMPACTO AVASSALADOR DAS SANÇÕES SECUNDÁRIAS

A diplomacia norte-americana detalhou que as maiores facções brasileiras foram incluídas nas rígidas listas de Terroristas Globais Especialmente Designados e Organizações Terroristas Estrangeiras, com efeitos práticos a partir do próximo dia 5 de junho. O nervo exposto dessa medida reside nas chamadas sanções secundárias aplicadas pelo temido Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros. Isso significa que qualquer cidadão ou instituição financeira que realizar transações, lavar dinheiro ou prestar serviços de fachada para operadores do PCC ou do CV sofrerá sanções financeiras brutais dos Estados Unidos. Esse mecanismo permite ao governo de Donald Trump congelar bens e ativos internacionais de empresas e empresários envolvidos na rede criminosa.

A PRESSÃO QUE CRESCE NOS BASTIDORES FINANCEIROS

A entrada em vigor das leis antiterroristas dos Estados Unidos contra o crime organizado brasileiro expõe a fragilidade da fiscalização doméstica e lança luz sobre o submundo que financia a violência urbana. Setores da oposição e analistas econômicos apontam que a blindagem promovida pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva cai por terra diante do pragmatismo norte-americano. Enquanto o Palácio do Planalto tenta tratar a questão como um problema ordinário de polícia estadual, Washington trata as redes de financiamento do crime com o mesmo rigor aplicado recentemente contra lavadores de dinheiro de regimes e grupos extremistas no Oriente Médio, como no Irã e no Iraque.

O QUE O BRASILEIRO PRECISA ENTENDER

O cidadão comum precisa entender que a decisão da Casa Branca é um golpe de mestre que ataca o crime organizado onde mais dói: no bolso. O avanço do PCC e do CV sobre a economia formal, o mercado financeiro e os esquemas de jogos e influenciadores não será mais tolerado pelo sistema financeiro internacional controlado pelos Estados Unidos. Ao classificar essas facções como terroristas, o governo americano oferece uma resposta dura e eficaz que o Estado brasileiro, sob a atual gestão leniente do PT, se recusa a aplicar. A partir de junho, quem flertar ou lucrar com o crime organizado no Brasil perderá o acesso ao mundo financeiro global.