O cerco internacional montado pelo governo de Donald Trump contra as facções brasileiras forçou uma reação apressada do Palácio do Planalto. Pressionado pela opinião pública e pelo isolamento diplomático do Brasil na América do Sul, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou em pronunciamento oficial uma nova cartilha de propostas para a segurança pública. O petista passou a defender publicamente a criação de uma Guarda Nacional especializada, uma nova força de segurança com foco no enfrentamento do crime organizado nas fronteiras e áreas urbanas. Ao mesmo tempo, o chefe do Executivo federal aproveitou o discurso para cobrar publicamente uma injeção massiva de recursos financeiros, alegando que o combate ao narcoterrorismo em solo nacional depende de mais repasses do Orçamento Geral da União.

POR QUE O PLANALTO ENTROU EM ALERTA

A mudança repentina de postura do presidente Lula ocorre poucos dias após vir a público que emissários do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, ignoraram olimpicamente a opinião do governo brasileiro antes de enquadrar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras. Acusado pela oposição de manter uma política leniente que permitiu o avanço das máfias sobre as instituições nacionais, o Planalto corre agora para tentar demonstrar algum tipo de iniciativa. A criação de uma Guarda Nacional, ideia que vinha sendo cozinhada desde o início da gestão petista sem sair do papel, foi desengavetada às pressas como uma cortina de fumaça para tentar estancar o desgaste político e retomar o controle da narrativa.

A insistência de Lula em pedir mais dinheiro público para gerenciar a crise da criminalidade gerou forte reação entre parlamentares e analistas do setor de economia e segurança. Parlamentares conservadores da bancada da direita apontam que o problema central do Brasil não é a falta de verbas ou de novas estruturas burocráticas, mas sim a ausência de coragem política para endurecer a legislação criminal, combater o tráfico de forma integrada e frear o garantismo penal que liberta grandes lideranças das facções. Para a oposição, a proposta de criar mais uma força estatal funciona apenas como cabide de empregos ideológico, servindo de pretexto para o governo cobrar mais impostos do cidadão trabalhador enquanto se recusa a aplicar a tolerância zero.

O QUE O BRASILEIRO PRECISA ENTENDER

O cidadão comum precisa enxergar a manobra política por trás dos anúncios do governo petista. Enquanto vizinhos como o Chile, liderado por José Antonio Kast, criam alianças militares eficientes com custo zero de burocracia adicional, o modelo da esquerda brasileira consiste sempre em inflar o tamanho do Estado e pedir mais dinheiro do pagador de impostos. A tentativa de criar uma Guarda Nacional sob o controle direto do Executivo federal em vez de valorizar a Polícia Federal e as Polícias Militares dos Estados é um sintoma claro de um governo que busca centralizar o poder de força, mas que continua paralisado e impotente diante do verdadeiro poder financeiro e logístico do narcotráfico internacional.