Rui Costa Pimenta, presidente nacional do Partido da Causa Operária (PCO) e candidato à Presidência em 2026, declarou que Jair Bolsonaro (PL) é um perseguido político e que o Supremo Tribunal Federal, na avaliação dele, não se importa se o ex-presidente é fascista ou não, nem se deve libertá-lo — tudo seria, segundo Pimenta, um jogo de interesse e poder. O posicionamento circular em corte no Instagram (@easyfatos), no reel Dc837-tRgkl, em que o dirigente do PCO — apelidado de “Ruizão” — também é citado dizendo que o STF teria atuado nas eleições de 2022 em benefício de Luiz Inácio Lula da Silva e que Bolsonaro foi tornado inelegível porque, se pudesse disputar livremente, Lula não teria chances. São opiniões do presidente do partido, não constatações judiciais.

O discurso ganha peso no calendário atual: Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária após condenação da 1ª Turma do STF a 27 anos e três meses por tentativa de golpe, e a mesma turma julga, em plenário virtual até 14 de setembro de 2026, recurso em habeas corpus protocolado por terceiro. A relatora Cármen Lúcia e o ministro Cristiano Zanin já votaram pela rejeição, por entenderem, entre outros pontos, que o pedido não conta com autorização da defesa constituída do ex-presidente; Moraes e Flávio Dino ainda devem votar. Pimenta, sem afinidade ideológica com Bolsonaro — como já reiterou em entrevistas recentes, inclusive ao Poder360 —, mantém a linha de que processos irregulares e perseguição judicial atingem tanto a esquerda quanto a direita.

A novidade jornalística é a esquerda radical do PCO reforçar, em rede, a tese de Bolsonaro como perseguido e do STF como peça de um regime de interesses — ângulo que ecoa críticas anteriores do próprio Pimenta ao “abuso flagrante” da Corte e à inelegibilidade do ex-presidente. Comentários no reel misturam apoio de setores bolsonaristas e surpresa de quem diz “nunca pensei em concordar com o PCO”. O vídeo principal (cerca de 2min09s) está em https://www.instagram.com/reel/Dc837-tRgkl/; cortes recentes com Pimenta e o debate sobre soltura de Bolsonaro acompanham a matéria.