ROCKBRIDGE DE JD VANCE: A REDE CONSERVADORA QUE O PT QUER USAR CONTRA FLÁVIO
Fundada em 2019 pelo atual vice dos EUA e por Chris Buskirk, a Rockbridge Network virou alvo de ofensiva petista e de acusações de apoio estrangeiro à campanha do senador — enquanto a leitura conservadora aponta que Trump prefere a via diplomática com Lula e deixa a pressão dura sobre o eixo STF/Lula a cargo de Marco Rubio e da órbita do vice.
A Rockbridge Network não é um PAC improvisado de última hora: é a rede conservadora estadunidense fundada em 2019 por J.D. Vance — hoje vice-presidente de Donald Trump — e pelo empresário Chris Buskirk, descrita por documentos e reportagens internacionais como uma espécie de “capital de risco político” que articula doadores, mídia e mobilização da direita americana. No Brasil, o nome entrou no centro da disputa depois que Renan Santos (Missão) acusou a rede de ter entrado na campanha de Flávio Bolsonaro (PL) e o PT, por meio do deputado Lindbergh Farias, levou notícia de fato ao STF (com repercussão também no TSE e na PGR, segundo o Metrópoles) para apurar suposto apoio estrangeiro — inclusive com alegações sobre terras raras. Empresários citados como Tallis Gomes e Pedro Sang negaram, em notas à imprensa, qualquer repasse estrangeiro à campanha; até aqui não há comprovação pública de transferência da Rockbridge ao caixa do senador. Para o eleitor bolsonarista, o fato político é outro: Flávio aparece no radar da maior máquina de financiamento trumpista ligada ao vice dos EUA, e a esquerda transforma essa aproximação em arma eleitoral.

A leitura conservadora, amparada em fatos atribuídos, é que Trump evitou o confronto pessoal permanente com Lula e concentrou a linha dura em Marco Rubio e na órbita do vice. Rubio, como secretário de Estado, esteve no centro da revogação de vistos de Alexandre de Moraes e de outros ministros do STF em julho de 2025 e da retórica que acompanhou a designação de Moraes sob a Global Magnitsky (depois suspensa em dezembro de 2025, após a trilha diplomática Lula–Trump). Rubio também publicou ataques públicos ao “ego” de Lula em episódios do tarifaço, enquanto Eduardo Bolsonaro fez sucessivas viagens a Washington para pressionar pela retomada da Magnitsky e Flávio chegou a ser recebido, em reportagens de 2026, por Vance e Rubio nos EUA. Trump, por sua vez, manteve contatos e encontros com Lula e aceitou desescaladas diplomáticas — o que aliados da direita interpretam como divisão de papéis: o presidente dos EUA dosando a relação bilateral, e Rubio/Vance (com a Rockbridge no ecossistema) segurando a pressão política sobre o eixo Lula–STF. Fontes: Instagram Metrópoles Política; CNN Brasil; Metrópoles.


