Durante entrevista na GloboNews, o ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo, não seguiu o roteiro que tentava culpar a direita ou o bolsonarismo pelo tarifaço americano de 25%. Em vez disso, o diplomata fez análise técnica, destacando a necessidade de negociação pragmática e mobilização de aliados dentro dos EUA. O clima no estúdio mudou e a entrevista foi encerrada pouco depois.

Azevêdo, que representa a CNI nas discussões em Washington, tem repetido em diversas entrevistas que a tarifa faz parte de uma política industrial ampla de Trump, afetando cerca de 90 países, e não uma medida ideológica específica contra o Brasil.

FATOS TÉCNICOS APONTADOS POR AZEVÊDO

  • 62% das exportações afetadas são insumos para a cadeia produtiva americana, o que pode encarecer ou inviabilizar produção nos EUA, gerando pressão interna contra as tarifas.
  • Estratégia mais eficaz é a “diplomacia empresarial”: mobilizar empresas e consumidores americanos que dependem de produtos brasileiros para pressionar o governo Trump.
  • Reverter completamente a tarifa é difícil nesta fase. O foco deve ser ampliar exceções e negociar compromissos. Países como Argentina, Reino Unido, Taiwan e Coreia do Sul conseguiram reduções por acordos.
  • Negociações políticas entre governos ainda estão incipientes e com pouco avanço. A polarização pode dificultar soluções.

TENTATIVA DE CULPAR A DIREITA FRACASSA

A esquerda e parte da grande mídia tentaram emplacar narrativa que associa o tarifaço a Flávio Bolsonaro ou ao bolsonarismo. Azevêdo, com visão técnica, desmontou esse viés ao focar em política industrial americana e na necessidade de negociação séria, sem ideologia.

DIPLOMACIA IDEOLÓGICA DE LULA EM EVIDÊNCIA

O episódio reforça que o alinhamento petista e confrontos retóricos criaram o ambiente para o tarifaço. Em vez de explorar o potencial de insumos brasileiros na cadeia americana, o governo Lula prioriza narrativa política interna.

BRASIL PRECISA DE PRAGMATISMO

Roberto Azevêdo deixa claro: o caminho é técnico, com pressão de empresas americanas e acordos que beneficiem ambos os lados. A direita defende exatamente isso — soberania com resultados concretos, sem transformar crise em palanque eleitoral contra a oposição.