A jornalista Raquel Landim alertou, em análise divulgada nesta quinta-feira (16), para os riscos de uma retaliação brasileira ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos. Segundo ela, um funcionário do governo americano advertiu em conversa de bastidor que o Brasil enfrentaria contra-ataque caso optasse por medidas recíprocas, configurando uma guerra comercial.

Landim destacou que apenas Canadá e China reagiram à fúria protecionista de Donald Trump, com resultados negativos: queda de investimentos, aumento de preços e acordos parciais que deixaram todos em situação pior. O Brasil, sem a mesma envergadura econômica, seria ainda mais prejudicado.

GOVERNO LULA ENTRE RETÓRICA E REALIDADE

O governo petista já sinalizou uso da Lei da Reciprocidade e convocou reunião ministerial, mas a jornalista pondera que a investigação americana tem fragilidades — como questionamentos ao PIX, acesso de mercado e dados de desmatamento. Ainda assim, enfatiza que o caminho mais prudente é a negociação, evitando escalada que encareça insumos, máquinas e prejudique o ambiente de negócios.

MARCO RUBIO JÁ APONTAVA O NÚCLEO DO PROBLEMA

O secretário de Estado americano Marco Rubio atribuiu as tarifas à falta de boa-fé de Lula nas negociações, afirmando que o presidente colocou o “próprio ego à frente do bem-estar do povo brasileiro”. A declaração reforça a visão conservadora de que a diplomacia ideológica do PT, priorizando confrontos retóricos, isolou o país e gerou prejuízos concretos ao produtor nacional.

BRASIL PRECISA DE PRAGMATISMO, NÃO CONFRONTO

A análise de Landim coincide com críticas da direita: o Brasil não pode se dar ao luxo de uma guerra comercial contra o maior mercado consumidor do mundo. Em vez de medidas simbólicas e queixas em organismos internacionais, o governo deveria buscar acordos técnicos que protejam o agronegócio, a indústria e o emprego, sem transformar divergências em cruzadas ideológicas.

CONSEQUÊNCIAS PARA O BRASILEIRO COMUM

Qualquer escalada pode elevar custos de importação, reduzir exportações e pressionar ainda mais a economia, já fragilizada pela gestão petista. Especialistas técnicos de ambos os lados reconhecem que as conversas estão abertas — falta vontade política real de Lula para priorizar resultados sobre narrativa.