Renan Santos se distancia de Flávio e reacende críticas ao passado do MBL
Presidente do Missão rejeita apoiar o candidato do PL e volta a ser acusado de atuar em sintonia com a esquerda contra o bolsonarismo
Declarações recentes de Renan Santos, presidente do Partido Missão e uma das principais lideranças do Movimento Brasil Livre (MBL), foram interpretadas por apoiadores de Flávio Bolsonaro como uma aproximação política com Lula e a esquerda. Em vídeo divulgado nas redes sociais, Renan voltou a rejeitar qualquer apoio ao candidato do PL, posição que o coloca em confronto direto com a parcela do eleitorado conservador que defende a união da direita no segundo turno.
A reação também recupera o histórico do MBL. O movimento nasceu nas manifestações pelo impeachment de Dilma Rousseff, mas rompeu com Jair Bolsonaro e passou a defender a saída do então presidente, aproximando-se em determinados atos de grupos de oposição de esquerda. Reportagens sobre o Partido Missão registram que a legenda se apresenta como uma alternativa ao bolsonarismo e tenta ocupar o espaço de uma direita independente, sem compromisso com o PL ou com Flávio.
Renan Santos lidera o Partido Missão, criado a partir do MBL. Foto: ReproduçãoPara os críticos, o novo posicionamento confirma que o grupo deixou de atuar apenas contra a esquerda e passou a concentrar sua força contra o próprio campo conservador. Renan, por outro lado, afirma que o Missão pretende disputar o eleitorado de direita com projeto próprio. O embate tende a ganhar peso durante a campanha, porque a divisão entre candidatos desse campo pode influenciar a transferência de votos e o resultado de um eventual segundo turno.

