O comentarista Carlos Andreazza afirmou que o ministro Flávio Dino estaria montando uma espécie de “TSE paralelo” para investigar denúncias de interferência estrangeira nas eleições brasileiras. Segundo a análise divulgada em vídeo, a iniciativa poderia permitir que Dino utilizasse poderes semelhantes aos da Justiça Eleitoral para acompanhar campanhas, decisões e manifestações políticas.

A discussão ocorre depois de o Supremo Tribunal Federal passar a analisar acusações de influência externa no processo eleitoral. O tema ganhou força com a pressão do governo dos Estados Unidos sobre o Brasil, as tarifas impostas por Donald Trump e a atuação de aliados de Flávio Bolsonaro em Washington. Para os críticos, a abertura de uma frente de investigação dentro do STF pode criar uma estrutura de controle eleitoral fora do rito tradicional do TSE.

Flávio Dino e o debate sobre interferência estrangeira nas eleiçõesA disputa entre Brasil e Estados Unidos elevou o debate sobre interferência eleitoral. Imagem ilustrativa

Juridicamente, o TSE continua sendo o órgão responsável pela organização e fiscalização das eleições, enquanto o STF exerce sua competência constitucional e revisora. Qualquer investigação sobre interferência estrangeira precisa respeitar a divisão de atribuições, o devido processo legal e o controle do plenário. Até agora, não há ato oficial que confirme a criação de um tribunal paralelo, mas a acusação de Andreazza alimenta a preocupação da oposição com o uso político das instituições às vésperas da votação.