Renan Santos celebrou o avanço da esquerda nas eleições de meio de mandato nos Estados Unidos e a derrota dos republicanos. O fundador do Movimento Brasil Livre usou o resultado para atacar o governo de Donald Trump, que classificou como “essencialmente corrupto” e acusou de ter “traído seus eleitores”.

Santos também afirmou torcer para que essa “direita retardada” se acabe logo e dê lugar a algo novo na política americana. A declaração foi divulgada pelo Diário 360 e gerou reações nas redes, com usuários questionando a coerência de quem se apresenta como liberal e de direita enquanto festeja a vitória da esquerda e ofende o eleitorado republicano.

O comentário expõe o afastamento de Santos da base conservadora brasileira. Enquanto a direita americana enfrenta um resultado difícil nas midterms, setores que se dizem liberais no Brasil aproveitam a oportunidade para atacar Trump e o movimento MAGA. A escolha de palavras como “direita retardada” revela mais sobre o autor do que sobre o eleitorado americano.

No Brasil, o mesmo padrão se repete. Figuras que surgiram criticando o PT e o socialismo frequentemente se alinham a narrativas da esquerda quando o tema é Trump ou a direita global. A comemoração de Santos com a derrota republicana reforça a percepção de que parte do chamado liberalismo brasileiro funciona como satélite da agenda progressista.

O resultado das midterms americanas é fato. A reação de quem se apresenta como alternativa de direita no Brasil, porém, mostra de que lado está. Celebrar o avanço da esquerda e xingar a direita americana não constrói oposição consistente ao PT nem fortalece a defesa de liberdade e ordem.