O jornalista Oswaldo Eustáquio afirma que o ministro Alexandre de Moraes planejava prender o colega André Mendonça em 7 de setembro, véspera simbólica do feriado da Independência. Segundo Eustáquio, a tese se apoia em publicação e comentário da delegada Maria Corsato, que na sexta (4), no programa Última Instância: A Sentença Final (BNTV), avaliou que Moraes concentraria poderes e “ia cortar a primeira cabeça, que era do André Mendonça”, conforme o Jornal da Cidade Online. A fala de Corsato e a leitura de Eustáquio são opiniões e alegações: não há, até aqui, documento público que comprove um plano formal de prisão do ministro para o dia 7.

O embate institucional documentado é outro. Em 1º de setembro, Mendonça, relator do caso Master (Pet 16.662), retirou o sigilo de relatório da Polícia Federal sobre contatos atribuídos a Moraes e ao ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro. Em 3 de setembro, Moraes pediu a Edson Fachin investigação contra Mendonça por alegado abuso de autoridade e irregularidades na relatoria. Em 4 de setembro, Fachin tirou o pedido do inquérito das fake news, concentrou a crise sob a presidência e deu prazos à PGR e a Mendonça. A PGR já havia questionado a validade de partes da apuração; investigação não é condenação.

Em um reel no Instagram (Dc6_bSyM03X), Eustáquio reitera a leitura baseada em Corsato e liga a tese à data de 7 de setembro. Busca em veículos de referência (G1, BBC, Estadão, Folha, O Globo) não encontrou corroboração de que Moraes planejasse prender Mendonça no feriado. O que se confirma é a escalada judicial e política em torno do caso Master. Até prova documental ou declaração oficial em contrário, a afirmação de prisão no 7 de setembro permanece alegação atribuída a Eustáquio e a Corsato, distinta dos fatos processuais sob a Presidência do STF.