MINISTRO DA DEFESA DIZ QUE ‘ABRIRIA O PORTÃO’ EM CASO DE INVASÃO DOS EUA
José Múcio afirma que o Brasil não tem equipamento para enfrentar os Estados Unidos nem dinheiro para consertar o portão. Declaração foi feita ao defender aumento do orçamento das Forças Armadas.
O ministro da Defesa, José Múcio, afirmou nesta terça-feira (4 de agosto de 2026) que, em uma eventual invasão dos Estados Unidos ao Brasil, a alternativa mais sensata seria “abrir o portão”. A declaração ocorreu durante evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) sobre descarbonização do transporte marítimo, em Brasília, enquanto o ministro defendia maior previsibilidade e aumento dos recursos orçamentários das Forças Armadas.
“ABRO O PORTÃO”
Múcio relatou que frequentemente é questionado por jornalistas sobre como reagiria caso os EUA decidissem invadir o Brasil. “Abro o portão, porque a gente não tem equipamento para enfrentá-los e nem tem dinheiro para consertar o portão. Eu prefiro abrir o portão”, afirmou, em tom de brincadeira, segundo registros de veículos de imprensa presentes ao evento.
O ministro usou o cenário hipotético para reforçar a necessidade de ampliar os investimentos em Defesa. Segundo ele, o Brasil destina cerca de 1% do PIB para o setor, percentual inferior ao observado em outros países, o que dificulta projetos de longo prazo e a modernização de equipamentos.
COMPARAÇÃO COM PLANO DE SAÚDE
Múcio comparou o investimento em defesa a um plano de saúde: “A gente escolhe o melhor, torcendo para não precisar usar”. Ele ressaltou que o objetivo não é preparar o país para conflitos ou invasões, mas garantir capacidade de dissuasão e desenvolvimento tecnológico. “Não é da nossa vocação”, declarou.
CONTEXTO DE CORTES E TENSÃO DIPLOMÁTICA
A fala ocorre em meio a discussões sobre o orçamento das Forças Armadas e em um momento de tensão diplomática com os Estados Unidos. Dados apontam redução de investimentos na pasta da Defesa no atual governo em comparação com o período anterior. A declaração do ministro, feita no mesmo dia em que os EUA revogaram o visto da embaixadora brasileira em Washington, gerou repercussão por evidenciar a avaliação oficial de incapacidade militar diante de uma potência como os Estados Unidos.

