Termina nesta segunda-feira (21 de setembro de 2026) o prazo fixado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, para que o ministro André Mendonça se manifeste sobre as suspeitas levantadas contra ele por Alexandre de Moraes na condução de investigações ligadas ao Banco Master e às fraudes no INSS, segundo divulgado por O Globo e pelo R7. O encerramento da etapa devolve o procedimento à Presidência da Corte, que terá de definir os próximos passos em meio ao impasse interno.Ministro Edson Fachin, presidente do STF

Conforme O Globo, Mendonça foi chamado a apresentar considerações sobre a forma, o conteúdo e a regularidade do procedimento, além de eventuais questões processuais; Fachin ressaltou que as diligências tinham caráter preliminar e não representam conclusão sobre a validade das acusações. Moraes encaminhou à Presidência relatórios de inteligência da Polícia Federal apontando, em tese, improbidade administrativa, abuso de autoridade, crime de responsabilidade e favorecimento político. Segundo o R7, a defesa de Mendonça deve adotar tom moderado, desconstruir as imputações e sustentar a “ilegalidade” do relatório da PF — documento que a própria corporação teria classificado como sem valor probatório —, após Mendonça ter pedido investigação sobre as relações de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro.Ministro André Mendonça, do STFMinistro Alexandre de Moraes, do STF

Para a leitura bolsonarista, o relógio de Fachin expõe o seletivismo do STF: Moraes move acusações contra o colega com base em material questionável da PF, enquanto o próprio ministro segue no centro das mensagens de Vorcaro e da crise no plenário. Com a sessão de 23 de setembro sobre Mendonça já cancelada e a questão de ordem de Gilmar Mendes (reunião dos casos) ainda sob vista de Flávio Dino, o próximo passo de Fachin será lido como teste de isonomia — ou de blindagem — na guerra entre ministros. Fontes: O Globo e R7.