A Secretaria da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed) reuniu a imprensa em Mossoró nesta terça-feira (16/6) para detalhar as ações que resultaram na prisão de dois suspeitos do atentado contra o vereador Cabo Deyvison (PL). Durante a coletiva, foi informado que, nas apreensões realizadas, a polícia identificou um PIX de R$ 10 mil em um dos celulares dos detidos.

INVESTIGAÇÃO SOBRE O PIX

A Polícia Civil agora apura se a transferência financeira tem ligação direta com o atentado que matou o assessor parlamentar Alyson Dyego de Oliveira Morais. Os suspeitos foram presos na rodovia CE-040, em ação integrada entre forças de segurança do Rio Grande do Norte e do Ceará.

ATENTADO DURANTE LIVE

O crime ocorreu na noite de segunda-feira (15/6), enquanto Cabo Deyvison fazia uma transmissão ao vivo em frente a uma UPA, denunciando irregularidades. O assessor que filmava foi atingido e não resistiu. O vereador levou tiros na perna e está internado em estado estável. A PF investiga possível motivação ligada a denúncias contra facções criminosas.

A direita e os bolsonaristas veem o caso como mais um exemplo de violência política contra vozes conservadoras que combatem o crime organizado. A demora inicial da grande mídia em dar repercussão ao atentado também foi criticada, contrastando com a rapidez de cobertura em casos opostos.

IMPACTOS E REPERCUSSÃO

O PIX encontrado alimenta especulações sobre pagamento por encomenda do crime. A Sesed e a Polícia Civil seguem com as investigações, que podem revelar uma rede maior por trás do ataque. Cabo Deyvison, policial militar licenciado e conhecido por posições firmes contra a esquerda e o crime, segue como símbolo de resistência no Nordeste.