PLANALTO SE ANIMA COM NOVO RELATÓRIO DA ONU E MIRA GESTÃO BOLSONARO
Sem propostas concretas para a economia atual, governo Lula aposta em dados internacionais para desgastar oposição e focar no retrovisor
O Palácio do Planalto já encontrou a sua próxima grande aposta de comunicação para tentar desviar o foco dos problemas econômicos do país. Intermediado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, comandado por Wellington Dias, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva trabalha com o calendário na mão à espera de um novo relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre segurança alimentar. A expectativa interna da gestão petista é usar os dados internacionais que apontam queda na insegurança alimentar para criar peças publicitárias agressivas e tentar isolar politicamente o ex-presidente Jair Bolsonaro, mirando diretamente nas eleições.
A ESTRATÉGIA DO RETROVISOR COMO CORTINA DE FUMAÇA
A pressa do governo em faturar politicamente em cima do documento da ONU revela uma tática clara de sobrevivência narrativa. Nos bastidores de Brasília, a ordem é usar os futuros números de combate à fome não apenas como uma vitória administrativa, mas como um porrete ideológico contra a oposição. O plano desenhado pela equipe de comunicação do Planalto prevê a criação de campanhas casadas para carimbar na gestão de Jair Bolsonaro a responsabilidade pelo chamado mapa da fome. Com a inflação de alimentos pesando no bolso do trabalhador e o equilíbrio fiscal sob desconfiança do mercado, o governo prefere debater o passado a apresentar soluções para o presente.
A CONTRADIÇÃO DOS NÚMEROS QUE O GOVERNO OMITE
Ao focar toda a sua energia na comparação com o período da pandemia, o governo federal evita tocar em feridas incômodas da atualidade. O cidadão comum que frequenta o supermercado sabe que o custo de vida não para de subir. Enquanto o Planalto se anima com relatórios produzidos em gabinetes internacionais, o brasileiro real lida com o aumento real de impostos e com o desidratamento do poder de compra. A tática de usar dados parciais para inflar conquistas ignora o fato de que a estrutura de auxílio social que hoje o PT utiliza foi desenhada e ampliada justamente durante a gestão anterior, que elevou o patamar dos repasses diretos aos mais necessitados de forma permanente.
O QUE O BRASILEIRO PRECISA ENTENDER
A insistência do governo Lula em governar olhando exclusivamente para o governo anterior demonstra uma profunda falta de rumo econômico. Sempre que o Planalto se vê acuado pelo descontentamento popular ou pela falta de articulação no Congresso, a máquina pública é acionada para reativar a polarização. O uso político de um relatório técnico da ONU serve apenas para abastecer a militância governista nas redes sociais e tentar carimbar o principal líder da oposição. O eleitor conservador e o cidadão consciente sabem que a verdadeira melhora social nasce da geração de empregos e da liberdade econômica, e não de peças de propaganda que tentam apagar as dificuldades reais enfrentadas pelo país hoje.

