A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se favorável à manutenção de Jair Bolsonaro (PL) em prisão domiciliar humanitária no âmbito do inquérito sobre a apreensão de uma arma registrada em seu nome durante blitz no Distrito Federal. O parecer foi enviado ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF.

No documento, o procurador-geral Paulo Gonet afirmou que não há elementos suficientes para caracterizar falta grave capaz de justificar regressão de regime. A PGR também defendeu que a arma permaneça apreendida.

DETALHES DO PARECER

Gonet avaliou o caso após conclusão da Polícia Civil do DF, que não indiciou Bolsonaro, mas sim o segurança que transportava a pistola. A defesa do ex-presidente argumenta que a arma era legalmente registrada e estava na residência sem proibição expressa.

CONTEXTO DO CASO

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde março de 2026 por motivos de saúde. A arma foi encontrada com um sargento da segurança, gerando questionamentos de Moraes sobre possível descumprimento de medidas. A PGR, porém, vê o episódio como insuficiente para alteração do regime.

REAÇÃO DA DIREITA

Bolsonaristas interpretam o parecer da PGR como sinal de que não há base para endurecimento contra o ex-presidente. A deputada e outros aliados celebram o posicionamento como freio ao que chamam de perseguição judicial.

CENÁRIO NO STF

A decisão final cabe a Alexandre de Moraes. O caso segue em análise, com a defesa pleiteando prorrogação da domiciliar por razões médicas.