PF quer ampliar investigação sobre atuação de Lulinha nos estados
Suspeita é que Roberta Luchsinger tenha usado o nome do filho de Lula para abrir portas com governadores e prefeitos
O caso Lulinha pode deixar os gabinetes de Brasília e alcançar governos estaduais e prefeituras. Segundo O Antagonista, integrantes da Polícia Federal defendem uma nova frente de investigação para apurar se Roberta Luchsinger usou o nome de Fábio Luís Lula da Silva para acessar chefes do Executivo e prospectar contratos. O ponto de partida é o Maranhão: mensagens indicam que a lobista atribuiu a Lulinha a marcação de uma reunião do governador Carlos Brandão no Planalto e relatou que Lula daria prosseguimento à liberação de obras.
A reunião ocorreu e, um mês depois, o governo federal anunciou R$ 59 bilhões do Novo PAC no Maranhão; essa sequência temporal, sozinha, não prova favorecimento. A PF também encontrou contratos de R$ 5,8 milhões da 3Structure com órgãos estaduais e pagamentos à consultoria de Roberta. O governo maranhense nega influência dos investigados, e a empresa afirma que os contratos foram legais e transparentes. Por enquanto, trata-se de uma linha de apuração ainda a ser aprofundada — mas, se o padrão aparecer em outros estados, o alcance político do caso poderá crescer de forma significativa.

