A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira (18 de junho de 2026) um funcionário terceirizado lotado no gabinete do ministro Paulo Sérgio Domingues, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O servidor é suspeito de vazar informações e oferecer acesso prévio a minutas de decisões do tribunal.

De acordo com nota oficial divulgada pela Presidência do STJ, o caso foi identificado rapidamente e a operação da PF foi deflagrada em menos de 24 horas após os ministros tomarem conhecimento dos fatos.

DETALHES DA SUSPEITA

O funcionário é investigado por conduta ilícita que comprometeria o sigilo das deliberações judiciais. A PF atua para apurar o vazamento de informações privilegiadas, prática que pode beneficiar investigados, advogados ou interessados em decisões do STJ.

A identidade do preso não foi divulgada publicamente.

REAÇÃO DO STJ

A Corte destacou a celeridade da resposta institucional. O episódio expõe vulnerabilidades no ambiente de gabinetes de ministros, onde o acesso a documentos sigilosos é rotina, e reforça a necessidade de maior controle sobre terceirizados e servidores.

ANÁLISE EDITORIAL

Vazamentos internos no Judiciário, especialmente no STJ, alimentam a percepção de que parte do sistema opera com duas velocidades: uma para aliados e outra para inimigos políticos. Casos como este minam a confiança da população na imparcialidade da Justiça e fortalecem críticas ao ativismo judicial e à falta de transparência. Para a direita conservadora, é urgente a reforma do Judiciário, com maior accountability, fim de privilégios e punição exemplar a quem trai o dever de imparcialidade e sigilo.