O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, vive momento de clara contradição internacional. Enquanto condenava Eduardo Bolsonaro em processo no Brasil sem que o deputado tivesse sido devidamente citado (via carta rogatória, respeitando trâmite entre Brasil e EUA), o próprio Moraes é alvo de ação nos Estados Unidos e caminha para condenação à revelia.

HIPOCRISIA EXPOSTA

De acordo com o vídeo e relatos, Moraes discursou no STF acusando Eduardo Bolsonaro de “fugir da Justiça” por estar nos EUA. No entanto, o ministro ignorou os mesmos procedimentos internacionais ao exigir diretamente de empresas americanas (como redes sociais) a censura de conteúdos e contas de brasileiros, sem passar por carta rogatória ou respeito à jurisdição dos EUA.

As empresas Rumble e Trump Media (ligada a Donald Trump) apresentaram petição à Justiça Federal da Flórida pedindo o julgamento à revelia de Moraes. Ele foi citado corretamente, teve prazo até 15 de junho para se manifestar, mas não apresentou defesa nem pediu prorrogação.

AGU LAVA AS MÃOS

A Advocacia-Geral da União (AGU), sob o comando de Jorge Messias, enviou comunicação aos EUA pedindo que não houvesse medidas contra Moraes, mas deixou claro que não o estava defendendo formalmente. A AGU basicamente reconheceu que as ações de Moraes não seguiram o trâmite legal para um ministro do STF atuar contra empresas americanas em território estrangeiro.

ANÁLISE EDITORIAL

O caso expõe a arrogância de Alexandre de Moraes, que age como se o Brasil fosse um feudo onde ele dita regras globais, desrespeitando soberania alheia e o devido processo legal — exatamente o que acusa seus adversários de fazer. Enquanto persegue opositores com decisões questionáveis, ignora limites quando se trata de sua própria conduta.

Para a direita conservadora e bolsonarista, este episódio reforça a urgência de freios ao ativismo judicial. O impeachment de Moraes, quando o Senado tiver maioria alinhada à defesa da Constituição, da liberdade de expressão e da segurança jurídica, é caminho necessário para restaurar o Estado Democrático de Direito.